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Guedes fala em estado de calamidade como solução temporária para Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 17.12.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista coletiva sobre o balanço econômico de 2021, em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 17.12.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista coletiva sobre o balanço econômico de 2021, em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um dia após o governo Jair Bolsonaro (PL) ser criticado por enviar a proposta de Orçamento de 2023 com um Auxílio Brasil de R$ 405, o ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta quinta-feira (1º) que pode recorrer ao estado de calamidade pública para manter o valor mínimo de R$ 600 no próximo ano caso a Guerra da Ucrânia se estenda.

"É evidente que nós vamos pagar. Tem uma solução temporária. Se a guerra da Ucrânia continua, prorroga o estado de calamidade e aí você continua com R$ 600", disse o ministro, que saiu em defesa das promessas do presidente, após evento no Rio de Janeiro.

Em junho, uma ala do governo Bolsonaro defendeu um novo decreto de calamidade pública -situação excepcional que vigorou durante a crise de Covid-19.

No entanto, a opção enfrentou resistência de diversos técnicos (sobretudo do Ministério da Economia), que não viam no conflito na Europa uma justificativa plausível para uma medida tão drástica.

A solução encontrada foi a instituição do estado de emergência via PEC (proposta de emenda à Constituição), que permitiu ao governo furar o teto de gastos e abrir os cofres públicos para o pagamento de benefícios sociais turbinados à população a poucos meses das eleições.

A autorização dada pela PEC se estende até o fim do ano. Por isso, tecnicamente não há como prorrogar o estado de emergência sem a aprovação de uma nova PEC —saída rechaçada nos bastidores por técnicos que preferem o encaminhamento de uma solução estrutural.

Segundo o último Datafolha, publicado em agosto, Bolsonaro continua em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O envio do Orçamento com um valor menor para o Auxílio Brasil tem sido explorado pela campanha petista como um fator para desgastar a imagem de Bolsonaro.

A mensagem presidencial encaminhada junto com o projeto orçamentário contém a promessa de Bolsonaro de buscar a retomada dos R$ 600, mas sem detalhar como isso será feito.

Na proposta de Orçamento, foram reservados R$ 105,7 bilhões para o programa Auxílio Brasil, o suficiente para bancar o piso de R$ 400 a 21,6 milhões de famílias. Segundo o Ministério da Economia, o benefício médio ficará em R$ 405,21.

Para manter o Auxílio Brasil de R$ 600 caso o conflito no Leste Europeu chegue ao fim, Guedes disse ser preciso ter uma solução estrutural e permanente.

"A Câmara já aprovou o imposto sobre lucros e dividendos. Isso daria R$ 69 bilhões. Ou seja, dá perfeitamente para fazer um reajuste da tabela de IR (Imposto de Renda) de R$ 17 bilhões e mais os R$ 52 bilhões do auxílio. Se fizer isso, está tudo certo", afirmou.

No entanto, a reforma do Imposto de Renda, que, entre outros pontos, retoma a tributação sobre lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas está parada no Senado.