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Guedes entrega reforma do Imposto de Renda com isenção até R$ 2.500

·3 minuto de leitura
BRASÍLIA, DF, 25-06-2021: REFORMA-TRIBUTÁRIA - Arthur Lira e o ministro Paulo Guedes (Economia) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-PI), recebe os ministros Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Paulo Guedes (Economia) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), para entrega da segunda parte da Reforma Tributária, na presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta sexta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 25-06-2021: REFORMA-TRIBUTÁRIA - Arthur Lira e o ministro Paulo Guedes (Economia) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-PI), recebe os ministros Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Paulo Guedes (Economia) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), para entrega da segunda parte da Reforma Tributária, na presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta sexta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) entregou à Câmara nesta sexta-feira (25) a segunda parte da reforma tributária do governo Jair Bolsonaro. O foco desta vez são as mudanças no Imposto de Renda.

A proposta muda a faixa salarial isenta do tributo, que sairia dos atuais R$ 1.903,98 por mês para R$ 2.500.

O valor, no entanto, é menos da metade do prometido por Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. O então candidato havia dito que isentaria quem ganhasse até cinco salários mínimos (hoje, R$ 5.500).

Nos últimos meses, Bolsonaro já vinha dizendo que o patamar deveria ficar abaixo do anunciado em 2018. "Ele queria que fosse até R$ 3.000. Nós estamos com dificuldade de recursos, em anos difíceis", disse Guedes nesta sexta.

O texto propõe mudanças para indivíduos e empresas. Enquanto as pessoas físicas passariam a ter um faixa de isenção maior, as jurídicas teriam redução de alíquotas.

Já os dividendos (parte do lucro distribuído a acionistas) passariam a ser tributados.

Para as empresas, o governo propôs a redução da alíquota do IR dos atuais 15% para 10%, com um escalonamento de 2,5 pontos percentuais no primeiro ano e mais 2,5 pontos no segundo ano.

"Quando todos pagam, é possível que todos paguem menos", disse o ministro, ao lado presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A proposta também corrige a tabela do IR pela primeira vez desde 2015.

Hoje, ela estabelece uma cobrança de 7,5% para ganhos entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65; 15% para a faixa de R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05; 22,5% para a faixa de R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68; e 27,5% para rendimentos acima de R$ 4.664,68.

Pelo texto, os valores passam a ser de 7,5% para ganhos entre R$ 2.500,01 e R$ 3.200; 15% para a faixa de R$ 3.200,01 a R$ 4.250; 22,5% para a faixa de R$ 4.250,01 a R$ 5.300; e 27,5% para rendimentos acima de R$ 5.300,01.

O aumento da isenção não beneficia apenas quem ganha até R$ 2.500, mas também os demais contribuintes. Quem ganha R$ 10 mil, por exemplo, paga as alíquotas correspondentes da tabela a cada faixa salarial (ficando isento, por exemplo, na faixa até R$ 2.500).

A proposta do governo passa a tributar os dividendos. Eles serão tributados em 20% na fonte, sendo que haverá uma isenção para até R$ 20 mil por mês para microempresas e empresas de pequeno porte.

Segundo o governo, a não tributação de lucros e dividendos cria uma distorção na economia porque estimula a pejotização no mercado de trabalho.

De acordo com o Ministério da Economia, o sistema ficaria mais justo ao evitar que os mais ricos deixem de pagar imposto e a nova tributação incentiva novos investimentos já que estimula o reinvestimento dos lucros.

Outra mudança será na atualização do valor dos imóveis. Hoje, na declaração, os bens são mantidos pelo valor original. Ao vender o bem, o cidadão precisa pagar entre 15% e 22,5% de imposto sobre o ganho de capital que teve.

Pela proposta, será permitido atualizar os valores patrimoniais, com incidência de apenas 5% de imposto sobre a diferença. Com isso, o cidadão paga menos imposto na hora da vender.​

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