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Guedes diz que se Marinho falou mal dele, é "despreparado, desleal e fura-teto"

Por Ricardo Brito
·2 minutos de leitura
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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira que o colega de Esplanada Rogério Marinho pode ser considerado "despreparado, desleal e fura-teto", caso tenha falado mal dele, após terem vindo a público informações que circularam no mercado de que Marinho teria criticado Guedes em um evento reservado.

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"Eu não acredito que o Marinho tenha falado mal de mim, nem acredito... se ele está falando mal, tem três coisas: é despreparado, é desleal e é o fura-teto, está confirmando que é um fura-teto", disse Guedes.

"Então, eu espero que ele não tenha falado nada de mal. Agora eu vou subir depois eu venho e explico para vocês o que está acontecendo", emendou ele, em rápida fala a jornalistas na chegada ao prédio do Ministério da Economia em Brasília.

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Por quatro vezes, Guedes disse não acreditar que Marinho, titular do Desenvolvimento Regional, tenha lhe criticado no evento.

"Eu não falei nada, estão dizendo que ele falou isso, eu realmente não acredito que ele tenha falado mal de mim. Agora se falou -- falou que está querendo furar teto, falou negócio de precatório --, eu quando descer explico tudo para vocês, tudo que está acontecendo", afirmou.

"Agora, se falou já pode até saber: é despreparado, é desleal e confirmou que é fura-teto, mas eu não acredito que ele tenha falado não", concluiu.

A assessoria de Rogério Marinho divulgou nota nesta sexta negando que ele tenha desqualificado "agentes públicos" em reunião com grupo de economistas da qual participou nesta manhã e destacando que a solução do governo para as famílias que dependem de auxílio respeitará as âncoras fiscais.

A nota foi uma referência a informação que circulava nos mercados de que, na reunião, Marinho teria criticado o ministro da Economia, Paulo Guedes, e afirmado que o programa Renda Cidadã, de transferência de renda, será lançado de qualquer forma --o que foi interpretado como uma disposição do governo de violar a regra do teto de gastos.

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