Mercado abrirá em 9 h 47 min
  • BOVESPA

    122.979,96
    +42,09 (+0,03%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.789,31
    +417,33 (+0,85%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,60
    -0,89 (-1,36%)
     
  • OURO

    1.866,80
    -1,20 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    40.808,68
    -4.018,41 (-8,96%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.120,19
    -132,95 (-10,61%)
     
  • S&P500

    4.127,83
    -35,46 (-0,85%)
     
  • DOW JONES

    34.060,66
    -267,13 (-0,78%)
     
  • FTSE

    7.034,24
    +1,39 (+0,02%)
     
  • HANG SENG

    28.593,81
    +399,72 (+1,42%)
     
  • NIKKEI

    28.008,09
    -398,75 (-1,40%)
     
  • NASDAQ

    13.150,00
    -62,00 (-0,47%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4304
    +0,0003 (+0,00%)
     

Guedes diz que PT merecidamente ganhou quatro eleições após criar o Bolsa Família

THIAGO RESENDE
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta terça-feira (4) que, ao criar o Bolsa Família, o PT merecidamente conseguiu vencer quatro eleições presidenciais seguidas. Para ele, o programa de transferência de renda aos mais pobres foi uma “belíssima iniciativa”.

“[O PT] ganhou quatro eleições seguidas merecidamente, porque fez a transferência de renda para os mais frágeis com um bom programa. Um programa que envolvia poucos recursos e que tinha um altíssimo impacto social”, declarou o ministro, em audiência pública na Câmara.

Na verdade, o PT ganhou três eleições após a criação do Bolsa Família, em 2003, primeiro ano da primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. Lula foi reeleito em 2006 e o partido venceu mais duas eleições, em 2010 e 2014, com Dilma Rousseff.

Guedes foi questionado sobre a redução no valor do auxílio emergencial, pago a trabalhadores informais e a famílias de baixa renda durante a pandemia. O benefício, no ano passado, foi de R$ 600, mas caiu para R$ 300 e, em 2021, pode variar entre de R$ 150 a R$ 375 por mês.

Ele respondeu que o programa tem que ser adotado com responsabilidade com as contas públicas, pois o dinheiro que banca a medida precisa sair de algum lugar. Por entraves financeiros, segundo o ministro, os governo do PT deixaram o benefício médio do Bolsa Família na faixa de R$ 170 por mês.

“Numa democracia, você da mérito ao que foi bem feito. Agora explica: por que não foi feito antes esse auxílio emergencial de R$ 600? Porque os R$ 600 já são mais difíceis e exigem bases de financiamento sustentáveis a longo prazo”, afirmou o ministro.

A nova rodada do auxílio emergencial está prevista para acabar em julho. Reportagem publicada pela Folha nesta terça mostrou que, diante do atraso na chegada de vacinas contra o coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido pressionado pelo Congresso a acelerar o processo de criação de um programa social que substitua o auxílio emergencial.

A ideia do governo Bolsonaro é reformular o Bolsa Família a partir de agosto, ampliando a transferência de renda aos mais vulneráveis. Ainda não há previsão para a proposta ser apresentada.

A audiência na Câmara reúne membros de quatro comissões: trabalho; finanças e tributação; educação; e seguridade social.

Guedes participaria de um debate na comissão de fiscalização financeira da Câmara e controle também nesta terça, mas ele não compareceu. Com isso, o colegiado aprovou um novo convite para que o ministro vá à Câmara, presencialmente, em junho.

Se Guedes não for em junho, a comissão pretende aprovar então uma convocação, quando uma autoridade é obrigada a comparecer.

Ainda nesta terça, a comissão de fiscalização financeira e controle aprovou um convite para o ministro André Mendonça (Advocacia-Geral da União) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) prestem esclarecimentos sobre disseminação de notícias falsas sobre a pandemia propagadas pelo governo por meios institucionais e também nas redes sociais.