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Guedes diz que país está longe de depressão e que BC não precisa emitir mais moeda

ISABELLA MACEDO
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASILIA, DF, BRASIL, 12-05-2020 - O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do ministro da Economia Paulo Guedes, acompanhado de seus ministros do governo, participa de cerimônia de hasteamento da Bandeira no Palácio da Alvorada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou aos parlamentares na manhã desta terça-feira (30) acreditar que o país não precisa emitir mais moeda para enfrentar a crise do novo coronavírus. Para ele, isso só seria necessário caso o país estivesse em depressão econômica.

Em audiência pública com a comissão mista de acompanhamento das ações de combate à Covid-19, Guedes afirmou que a possibilidade de que o BC (Banco Central) emitir moeda e dívida para superar a crise ainda é distante.

Na avaliação do ministro, a medida só seria necessária caso o país estivesse se aproximando de uma depressão econômica.

"Se estivéssemos dessa situação, o juro praticamente desce pra zero e aí não há mais diferença entre títulos que pagam juros e moeda que não paga juro nenhum. Seria uma situação de depressão, a demanda por moeda vai ficar infinitamente elástica."

Guedes já tinha dito algo semelhante durante a reunião da comissão em abril, ao responder as perguntas de parlamentares.

Ele voltou a citar que em uma situação em que a inflação estiver praticamente em zero e os juros desabarem, o país cairia em uma "armadilha da liquidez".

Isso significa que a queda da taxa de juros em tentativa de injetar dinheiro na economia não surtiria mais efeito.

Em vez de emprestar dinheiro a taxas prefixadas ou comprar títulos públicos, os bancos manteriam o dinheiro na tesouraria. A medida tentaria evitar perdas quando os juros subirem.

Entretanto, Guedes afirmou à comissão acreditar que o país não está nesta situação ainda.

"Mas estamos muito longe dessa situação, não acredito que estamos indo para uma depressão".