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Guedes diz que economia sofrerá impacto a partir de março com avanço da Covid

FÁBIO PUPO
·2 minuto de leitura
***FOTO DE ARQUIVO***BRASILIA, DF,  BRASIL,  04-02-2021- O presidente da câmara dos deputados Arthur Lira (PP_AL) e o Ministro da Economia Paulo Guedes falam com a imprensa após reunião no ministério da economia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO***BRASILIA, DF, BRASIL, 04-02-2021- O presidente da câmara dos deputados Arthur Lira (PP_AL) e o Ministro da Economia Paulo Guedes falam com a imprensa após reunião no ministério da economia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta segunda-feira (22) que a atividade deve sofrer a partir de março o impacto do avanço da Covid-19 e das consequentes medidas de restrição de circulação.

"Os primeiro movimentos, de março até o meio de março, mantêm esse ritmo [de recuperação]. Mas evidentemente daí para a frente, com o recrudescimento da pandemia e essa nova pancada, devemos sofrer algum impacto já no mês de abril. Na segunda quinzena de março e, possivelmente, abril", disse Guedes ao comentar os números da arrecadação federal em fevereiro.

O ministro destacou que os meses anteriores vinham apresentando sinais de melhora na economia. Entre eles, o indicador IBC-Br do BC (Banco Central) avançando 1,04% em janeiro, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) abrindo 260 mil vagas formais de trabalho no mês e, nesta segunda, o patamar recorde da arrecadação federal no mês passado.

"A economia estava em plena recuperação após o impacto da primeira onda da Covid. Conseguimos, depois de muita perseverança, essa reativação econômica", afirmou.

As declarações mostram uma mudança na visão de Guedes sobre o comportamento da economia. Há 11 dias, já com notícias sobre novas medidas de restrição pelo país, ele afirmou que a economia estava "começando a decolar de novo".

Nesta segunda, Guedes disse que a pandemia afeta com mais força os mais vulneráveis. Por isso, defendeu a vacinação em massa.

"Vem agora essa segunda onda. De um lado, estamos renovando o auxílio emergencial. Mas, de outro lado, é absolutamente imperativo lançar essa camada proteção sobre a população, particularmente os mais vulneráveis", disse.

"Esses não podem ficar em casa em isolamento social tendo sua sobrevivência garantida. Mesmo a gente agora fornecendo o auxílio emergencial, são as famílias mais frágeis, tem às vezes oito, nove, dez pessoas em habitações muitas vezes com só um cômodo", disse.

Segundo ele, há uma diferença de aceitação entre as classes mais altas e mais baixas do isolamento social.

"E são pessoas que querem trabalhar, precisam trabalhar, pedem para trabalhar. Há uma assimetria de informação. Entre a classe média e alta existe a percepção de que o distanciamento social é mais tolerável. Nas classes mais baixas, é o contrário, um desejo desesperado pelo trabalho", disse.

"Mesmo com a cobertura que vamos estender, mais do que nunca temos que evitar a crueldade do dilema que é ou o 'fica em casa' com dificuldades para manutenção da sua sobrevivência, ou vão sair arriscados perder a vida pela Covid", afirmou.

"Então a vacinação em massa tem que ser acelerada ao máximo para garantir a chance de sobrevivência e o retorno seguro ao trabalho dos mais vulneráveis", disse. "Temos a obrigação de vaciná-los nos próximos três ou quatro meses. Essa é nossa obrigação vamos fazer de tudo para cumpri-la", afirmou.