Mercado fechará em 1 h 52 min
  • BOVESPA

    108.759,00
    +821,89 (+0,76%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.450,23
    -440,36 (-0,87%)
     
  • PETROLEO CRU

    84,95
    +1,64 (+1,97%)
     
  • OURO

    1.848,90
    +7,20 (+0,39%)
     
  • BTC-USD

    37.075,39
    +2.743,08 (+7,99%)
     
  • CMC Crypto 200

    839,50
    +18,92 (+2,31%)
     
  • S&P500

    4.333,27
    -76,86 (-1,74%)
     
  • DOW JONES

    34.043,68
    -320,82 (-0,93%)
     
  • FTSE

    7.371,46
    +74,31 (+1,02%)
     
  • HANG SENG

    24.243,61
    -412,85 (-1,67%)
     
  • NIKKEI

    27.131,34
    -457,03 (-1,66%)
     
  • NASDAQ

    14.039,25
    -461,75 (-3,18%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1756
    -0,0531 (-0,85%)
     

Guedes diz que dar aumento salarial seria desonra após pedir R$ 2,5 bi para policiais

·3 min de leitura
BRASÍLIA, DF, 17.12.2021 - PAULO-GUEDES: O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista coletiva em Brasília, nesta sexta-feira (17), para passar o balanço econômico de 2021 durante o segundo ano da pandemia causada pela Covid-19, e a desaceleração prevista para 2022. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 17.12.2021 - PAULO-GUEDES: O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista coletiva em Brasília, nesta sexta-feira (17), para passar o balanço econômico de 2021 durante o segundo ano da pandemia causada pela Covid-19, e a desaceleração prevista para 2022. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta sexta-feira (17) que conceder reajustes a todos os servidores seria uma desonra com as futuras gerações, um dia após ter pedido ao Congresso para reservar R$ 2,5 bilhões para aumentos a policiais a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Já tem gente querendo desonrar o compromisso com os contemporâneos, falando 'já tomei minha vacina, me dá meu aumento'. Por enquanto, é uma desonra com os contemporâneos", disse em entrevista de fim de ano à imprensa.

"Se todos tiverem esses aumentos, é uma desonra com as futuras gerações. Aí a inflação vai voltar, vamos mergulhar no passado, vamos nos endividar em bola de neve. Nosso papel é assegurar que isso não aconteça", disse.

A referência às futuras gerações costuma ser usada por Guedes para falar sobre a necessidade de usar os recursos públicos de modo que eles sejam bancados pela população atual, e não se transformem em dívida pública a ser paga pela próxima.

A defesa por reajustes foi encampada por Bolsonaro, que atuou diretamente para garantir a reestruturação de carreiras policiais do governo federal. O movimento deflagrou a pressão de outras categorias, como auditores da Receita Federal.

No último dia 8, em entrevista, o presidente chegou a defender um reajuste amplo, alcançando todas as categorias. Ele disse que a medida seria feita sem estourar o teto de gastos.

"Teria [que ser reajuste de] 3%, 4%, 5%, 2%... Que seja 1%. Essa é a ideia. Porque nós estamos completando aí no meu governo três anos sem reajuste. Agora, o reajuste não é para recompor toda a inflação, porque não temos espaço para isso", disse Bolsonaro em entrevista ao jornal Gazeta do Povo.

Nos cálculos do governo, cada aumento de 1% tem um impacto de R$ 3 bilhões. Um reajuste de 5%, portanto, teria um custo adicional de R$ 15 bilhões em 2022.

O governo estudava ao longo deste ano um reajuste para os servidores, mas devido ao pouco espaço fiscal foi verificado que o reajuste ficaria muito baixo. Então, a escolha foi feita pelo aumento a apenas algumas categorias.

Guedes reconheceu também que há um empobrecimento no país por causa da inflação.

"Alguns vão dizer que o Brasil está mais pobre. Sim, guerras empobrecem", afirmou em entrevista de fim de ano à imprensa.

Apesar disso, ele afirma que a escalada dos preços é um movimento global impulsionado pela inflação e, por isso, não se pode culpar o governo.

"Teve inflação. Sim, em todo o mundo. Salários aposentadorias, aluguéis perderam poder de compra porque houve um choque nas cadeias produtivas globais", disse.

Para ele, ignorar os efeitos da pandemia para avaliar o desempenho do Executivo é uma desonestidade intelectual.

"Existe muita conversa a respeito do populismo fiscal, do desequilíbrio fiscal, da irresponsabilidade fiscal. Fake news", afirmou.

"Onde está o populismo fiscal em um governo que está gastando 19,5% do PIB [Produto Interno Bruto]? Onde está o populismo fiscal num governo com déficit de 1% do PIB?", disse.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos