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Guedes diz que auxílio emergencial terá de ser substituído por programa sustentável reforçado

Isabel Versiani
·1 minuto de leitura
Guedes participa de seminário em Brasília

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O auxílio emergencial terá que ser substituído por um programa sustentável, que pode ser um Bolsa Família ou um Renda Brasil fortalecido, disse nesta terça-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendendo que o valor fique acima dos 170 reais.

"Mas talvez não sei se vamos chegar aos 600 (reais)", disse Guedes durante audiência pública de um conjunto de comissões da Câmara dos Deputados.

Ele acrescentou que o país pode eventualmente fazer a escolha de lançar um programa de erradicação da pobreza de "quatro, cinco anos", financiado com recursos da venda de empresas estatais.

"Isso terá que ser um esforço conjunto, isso é um Congresso inteiro, uma PEC, é algo que nós temos que pensar juntos", afirmou.

Em um raro elogio às administrações petistas, o ministro afirmou que as reeleições do governo do PT foram merecidas, dado o impacto social do Bolsa Família.

"Ele (PT) teve realmente a belíssima iniciativa de fazer um programa de transferência de renda importante, ganhou quatro eleições seguidas merecidamente porque fez a transferência de renda para os mais frágeis, um bom programa que envolvia poucos recursos e tinha um altíssimo impacto social", disse Guedes.

Respondendo a questionamentos dos parlamentares sobre a necessidade de o governo prover mais auxílio aos vulneráveis, o ministro afirmou que mesmo o PT não adotou um valor de 600 reais para o Bolsa Família porque não tinha fontes estáveis e sustentáveis para tal.

"O auxílio emergencial, em uma situação de emergência, a gente consegue de repente durante um ano dar os 600, agora, ele é de natureza diferente. Uma coisa é o Bolsa Família, outra coisa é o auxílio emergencial, o Bolsa Família é para sempre, então ele tem que ter um financiamento estável", afirmou.