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Guedes diz não se arrepender de gastos na pandemia, mas defende reformas

Edna Simão e Mariana Ribeiro
·5 minutos de leitura

Ele ressaltou, no entanto, que voltar à agenda das reformas depende do tempo “dos políticos” O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo não se arrepende de ter elevado os gastos para enfrentar os efeitos da pandemia de covid-19. “Faríamos tudo novamente”, afirmou em evento da XP. Ele ressaltou, no entanto, que agora é preciso voltar à agenda das reformas, mas tudo depende do tempo “dos políticos”. “Gastamos e não nos arrependemos, faríamos de novo; mas agora precisamos voltar à agenda de reformas” destacou, frisando que programas como auxílio emergencial e de proteção de emprego foram bem sucedidos. Guedes disse que nenhum brasileiro perdeu a vida por falta de equipamento ou assistência financeira como se temia. Ele ressaltou que analistas de mercado fizeram várias revisões com relação ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), citando que alguns consideraram uma queda de até 10%, e ele não acreditava nisso. “O Brasil está voltando como eu esperava. Claro que eu não tinha certeza disso, mas tinha indicações”, disse o ministro. Assim como em outros momentos, Guedes enumerou medidas adotadas pelo governo para conter os gastos públicos. Ele chegou a mencionar a ajuda financeira concedida aos Estados e municípios durante a pandemia e que teve como contrapartida o congelamento dos salários. Citou que, no primeiro ano de governo, aprovou a reforma da Previdência e, com o envio da reforma administrativa pretende controlar o gasto explosivo com pessoal. Ele ressaltou, no entanto, que a aprovação de novas reformas depende da política, mas que o governo estará sempre propondo medidas ao Congresso Nacional. Para o ministro, o Congresso Nacional está ajudando muito o governo. Ele afirmou que, mesmo durante a confusão da pandemia, havia um plano que foi seguido. Destacou ainda que é preciso reduzir o custo Brasil. Ele citou, por exemplo, a necessidade de desonerar a folha de pagamentos. "Se queremos, por exemplo, um imposto para desonerar a folha, há um grande barulho; é natural”, frisou, acrescentando que o país não pode mais aumentar impostos. Guedes afirmou ainda que não se pode usar a “desculpa do regime emergencial [da pandemia] para furar o teto”. "Abertamente eu disse que estava sofrendo com fogo-amigo", afirmou, sem mencionar diretamente o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Ele reforçou que o presidente Jair Bolsonaro foi claro ao dizer que não furaria o teto. Na avaliação do ministro, há muitos “mágicos prometendo coisas que podem prejudicar o futuro”. Guedes contou ainda que, enquanto fala no evento da XP, alguns senadores estão se movendo para aprovar autonomia do Banco Central (BC). Ao falar sobre privatizações, frisou que é verdade que apesar de ser uma necessidade, não estão andando o suficiente. "Vamos acelerar, temos que andar mais e mais rápido para a direção que estávamos antes", disse. "Íamos ter 4 privatizações, concordamos politicamente, mas 90 dias se passaram e não tivemos anúncio" contou. "O que aconteceu novamente? A política", justificou. Ele disse ainda que "não há nenhum plano para estender o auxílio emergencial" e que o governo está procurando uma "aterrissagem suave para o benefício". Na avaliação do ministro, não há desculpa para usar a doença para pedir estímulos artificiais na economia, o que seria uma má política por comprometer gerações futuras. Inicialmente, o governo pagou cinco parcelas de R$ 600 de auxílio emergencial para atender os mais prejudicados com a crise provocada pelo coronavírus e depois reduziu o valor que será pago até o fim do ano para R$ 300. “A doença está caindo e precisamos assumir responsabilidade pelo nosso orçamento”, disse. “Tudo indica que a doença está caindo. Temos 3, 4 meses mais” contou. No que diz respeito ao Renda Cidadã, programa social que o governo vem estudando, Guedes afirmou que todos os exercícios econômicos consideram o cumprimento do teto de gastos. “O presidente [Jair Bolsonaro] disse, se não achar espaço, vamos voltar para o Bolsa Família”, destacou. “Estamos construindo um programa evolucionário e consistente”, destacou, ressaltando que não há truques. O ministro disse que a ideia desde o início é unificar os programas sociais. “Queremos juntar 27 programas, focando políticas nos necessitados”, frisou. Ele disse ainda "se pegar" deduções dos mais ricos no imposto de renda, seria uma forma de conseguir focar políticas no social. Segundo o ministro, o Congresso está em conexão com o governo. “Temos uma maioria de centro-direita sendo construída. O eixo político do governo finalmente foi encontrado.” Guedes destacou ainda que o mercado está “pedindo mais prêmio”, porque está vendo problemas. “Queremos ouvir os sinais do mercado e ouvir corretamente” contou. Guedes afirmou que não desistiu de aprovar um imposto sobre transações digitais para viabilizar, por exemplo, a desoneração da folha de pagamentos e defendeu a taxação dos dividendos. No que diz respeito especificamente ao imposto sobre transações digitais, que vem sendo criticado pela semelhança com a CPMF, Guedes disse que não é “homem de desistir facilmente”. Nesta semana, o ministro chegou a dizer que estava pensando em desistir desse imposto, quando questionado por uma equipe de TV. "Eu não me importo se o imposto [transações digitais] é feio, desde que ele ajude a criar novos empregos". Sobre a turbulência no mercado devido as dúvidas com relação à sustentabilidade fiscal, Guedes disse que “os mercados estão se comportamento de forma apropriada porque há muito barulho”. Ele fez vários elogios à atuação do Congresso Nacional e demonstrou otimismo com aprovação de alguma reforma antes do fim do ano. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tem dito que as prioridades para votação são PEC Emergencial, reforma tributária e reforma administrativa. Se tiver que escolher um desses pontos, conforme Maia, seria a PEC Emergencial. Isso porque a reforma tributária depende de acordo com o governo e a administrativa não há tempo para ser aprovada neste ano. Segundo o ministro, no que diz respeito à reforma tributária, está se chegando a uma convergência. Guedes ressaltou que no próximo ano serão aceleradas as reformas e as privatizações. O ministro disse que foi “só uma fofoca” o “boato” sobre acordo de Maia com a esquerda para não aprovar privatizações. Paulo Guedes Jorge William/Agência O Globo