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Guedes compara prato da classe média brasileiro ao europeu e diz que sobra de comida em restaurantes poderia ir para pobres

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA – O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou o tamanho do prato de um brasileiro de classe média ao de um europeu para ilustrar o tamanho do problema do desperdício de alimentos no país. Para ele, há falhas ao longo de toda a cadeia produtiva e o país precisa sanear esses problemas. Uma alternativa aventada por ele é a distribuição das sobras de alimentos de restaurantes aos mais pobres e vulneráveis.

— Você vê um prato de um classe média europeu, que já enfrentou duas guerras mundiais, são pratos relativamente pequenos. E os nossos aqui, nós fazemos o almoço onde às vezes há uma sobra enorme, e isso vai até o final, que é a refeição da classe média alta, até lá há excesso.

Para o ministro, é preciso pensar em soluções para usar as sobras nos restaurantes. Essas medidas seriam encadeadas com políticas de assistência social.

— Com toda aquela alimentação que não foi utilizada durante aquele dia no restaurante, aquilo dá para alimentar pessoas fragilizadas, mendigos, desamparados. É muito melhor do que deixar estragar essa comida toda, que estraga diariamente na mesa das classes mais altas brasileiras, e também o desperdício ao longo de toda a cadeia produtiva – afirmou.

As declarações de Paulo Guedes foram feitas durante o Fórum Cadeia Nacional de Abastecimento, organizado pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), que também contou com a participação dos ministros Tereza Cristina (Agricultura) e João Roma (Cidadania). O tema do desperdício de alimentos foi bastante debatido, e Tereza Cristina sugeriu a criação de um grupo interministerial, entre as três pastas, para discutir soluções para esse problema, que passariam pela ampliação de prazos de validade dos alimentos e novas regulamentações para permitir doações.

— Não pode o celeiro do mundo ser um país onde há fome. Do nosso lado, nós temos que fazer as políticas sociais que permitam que os mais frágeis e vulneráveis sejam incorporados à cadeia produtiva ou amparados socialmente, os que assim não puderem ser integrados. Mas, de qualquer forma, nós notamos o desperdício no Brasil, não só desde lá da produção, durante o transporte, mas até chegar no nosso supermercado e até chegar nas nossas mesas – declarou Guedes.

A ministra Tereza Cristina defendeu que é importante tratar do tema desperdício e conectar com o mapa da fome. Ela sugeriu que, para a parte regulatória, seja estabelecida uma meta para discutir o que considerou como exageros da legislação brasileira.

— Me coloco à disposição para criar um grupo na Agricultura e interministerial para andar celeremente com esse assunto, que é importantíssimo. A pandemia trouxe esse tema de maneira muito perceptível, e temos de agir – afirmou, sugerindo um prazo de 15 dias para apresentar propostas.

Guedes concordou com a sugestão da ministra, ponderando que a solução definitiva pode demorar mais para ser estabelecida.

— É oportuno embutir isso nas políticas sociais. Pode ser parte desse programa que vamos lançar, uma parte jurídica ou de regulamentação, ou até desregulamentação – comentou, fazendo referência à reformulação do programa Bolsa Família.

O ministro defendeu que seja facilitada a conexão entre políticas sociais e ações contra o desperdício, fazendo com que esses alimentos sejam canalizados para programas sociais e endereçados aos mais necessitados.

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