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Guedes compara Argentina com Venezuela e diz que país está "a caminho da miséria"

Ministro participou do Tag Summit 2022 (REUTERS/Adriano Machado)
Ministro participou do Tag Summit 2022

(REUTERS/Adriano Machado)

  • Guedes diz que Argentina está seguindo os mesmos passos da Venezuela;

  • Para o ministro, América Latina está “se desmanchando”;

  • Em evento, ele elogiou o governo Bolsonaro e disse que está traçando um "caminho da prosperidade".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou a situação econômica da Argentina e disse que o país está em direção a uma crise parecida com a da Venezuela. Guedes também afirmou que a América Latina está “se desmanchando” e atribuiu o caos econômico às eleições presidenciais, que têm levado candidatos de esquerda ao poder. “A Argentina está no caminho da Venezuela, no caminho da miséria”, opinou, nesta quarta-feira (17), durante o Tag Summit 2022.

O ministro aproveitou a deixa para fazer propaganda do governo ao declarar que está promovendo uma transformação, chamada por ele de “caminho da prosperidade”, e que Jair Bolsonaro (PL) retomará as reformas prometidas em campanha que não foram feitas se for reeleito.

“Se a gente tivesse conseguido somente levantar o Brasil após a pandemia já seria satisfatório. Hoje está todo mundo tranquilo, saímos do inferno. Fizemos várias reformas constitucionais que nos ajudam a combater futuras crises. Temos mecanismos para enfrentar outras pandemias. Com previsão de trava de gastos, nenhuma crise fiscal dura mais de um ano e meio”, disse.

Guedes também comentou que a taxa de desemprego cairá para 8% até o final do ano e que a recuperação da economia será maior do que a esperada.

Falta de credibilidade

Uma pesquisa divulgada nesta mesma quarta-feira (17) mostrou que 62% dos brasileiros acreditam que a PEC Eleitoral – que aumenta os valores do Auxílio Brasil, Vale-Gás e cria benefícios para caminhoneiros e taxistas – foi criada, principalmente, para ajudar a reeleição de Bolsonaro. Outros 33% acreditam que os benefícios foram criados para ajudar as pessoas; 5% não responderam.

A percepção de que as medidas são eleitoreiras é maior entre os eleitores de Lula (PT): 84% dizem que os benefícios são para ajudar na reeleição do atual presidente e apenas 10% afirmam que são em benefício comum.

Entre os que votam em Bolsonaro, a tendência é oposta: 70% acreditam que as medidas econômicas foram criadas para auxiliar a população, enquanto 25% veem os benefícios como eleitoreiros.

Ao mesmo tempo, a maioria dos eleitores, 58%, entende que Bolsonaro é o responsável pelo Auxílio Brasil; 9% afirmam que é o Congresso, enquanto 24% não sabem ou não responderam.