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Guatemala aguarda novas manifestações contra um Giammattei que mantém silêncio

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Manifestante celebra o incêndio do edifício do Congresso guatemalteco

Guatemala aguarda novas manifestações contra um Giammattei que mantém silêncio

Manifestante celebra o incêndio do edifício do Congresso guatemalteco

A Guatemala será palco neste domingo (22) de novas manifestações para exigir a renúncia do presidente conservador Alejandro Giammattei, criticado por não destinar recursos suficientes para combater a pobreza e a desigualdade em seu novo orçamento.

Os manifestantes convocaram para este domingo novos protestos pelas redes sociais, enquanto a Universidade de San Carlos, a única estatal do país, convocou uma paralisação nacional para segunda-feira, embora não tenha recebido resposta de outros setores ou do poderoso setor empresarial.

Alegando cansaço e abuso, centenas de guatemaltecos queimaram no sábado a sede do Congresso, após a aprovação de um orçamento que não contempla aumentos na esfera social e prevê um forte endividamento público.

"A Guatemala chora sangue, o povo já está farto, vivemos pisoteados por mais de 200 anos", disse um manifestante que não se identificou.

Sobre este orçamento, Giammattei explicou na sexta-feira: "pensamos em reduzir despesas operacionais, concentrando esses recursos para atender as prioridades do país. Além disso, reduzir o déficit fiscal e como resultado, um menor endividamento".

O vice-presidente do país, Guillermo Castillo, que anteriormente se distanciou de seu presidente e pediu sua renúncia, pediu neste domingo ao Ministério Público (MP) que investigue os escritórios queimados do Congresso, mas também a repressão policial.

"É urgente que o MP abra uma investigação séria sobre o ocorrido ontem [sábado]. O vandalismo é claro e também o uso excessivo da força policial", indicou.

Na sexta-feira, Castillo ofereceu a Giammattei uma renúncia conjuna "pelo bem do país".

Se os dois governantes renunciarem, o Congresso terá que juramentar o chanceler Pedro Brolo.

O presidente, no poder desde janeiro, mantém silêncio até o momento. Mas o ministro do Interior Gendri Reyes criticou em um discurso na noite de sábado os atos violentos no Congresso e disse que vão capturar os responsáveis pelo fogo no Congresso.

- "Chega de corrupção" -

Erguendo bandeiras azul e branco do país e cartazes que diziam "Chega de corrupção", "Fora Giammattei" e "Se meteram com a geração errada", os manifestantes encheram a praça central em frente ao antigo palácio do governo.

O país, onde há vários casos e denúncias de corrupção assim como demoras na designação de juízes, já vivenciou em 2015 a renúncia do então presidente Otto Pérez em meio a um caso de fraude alfandegária.

Além da rejeição ao novo orçamento, a indignação também diz respeito à opacidade na gestão dos recursos utilizados para enfrentar a pandemia de coronavírus, assim como a rejeição à criação de um superministério liderado por um jovem próximo ao presidente.

O Congresso aprovou empréstimos de mais de 3,8 bilhões de dólares para atender a pandemia, mas apenas 15% desses recursos chegou aos guatemaltecos.

A gestão da crise de saúde por parte de Giammattei, um médico de 64 anos, tem sido duramente criticada por seu vice-presidente, pela oposição e setores sociais que denunciam carências nos hospitais e dificuldades para atender os grupos afetados pelos confinamentos.

Segundo dados oficiais, a covid-19 deixou quase 120.000 casos e mais de 4.000 mortos neste país de 17 milhões de habitantes.

ec/al/rsr/aa