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Grupos protestam nesta sexta e no sábado contra decisão do Supremo

Carolina Freitas

Atos de sábado estavam previstos desde antes do julgamento e visam pressionar o Congresso a alterar a legislação sobre o cumprimento de pena Movimentos de direita marcaram manifestações pelo país para o fim da tarde desta sexta-feira e para o sábado contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a prisão de condenados após condenação na segunda instância da Justiça.

As manifestações do sábado estavam previstas desde antes do julgamento e têm como objetivo também pressionar o Congresso a analisar o tema por meio de proposta de emenda à Constituição (PEC).

Força-tarefa sinaliza que deve agir contra decisão do Supremo

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não sinalizavam disposição de colocar o assunto em pauta. Nesta sexta, porém, Maia disse ao Valor que não mais motivos para segurar a tramitação depois que o presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que o Parlamento poderia alterar o dispositivo. Deputados de partidos com PSL, Novo e DEM, ameaçam obstruir votações se o tema não avançar.

Os atos desta sexta-feira, a partir das 18h, passaram a ser convocados pelas redes sociais e WhatsApp após a expedição do alvará de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por enquanto, há previsão de protestos em São Paulo e em Belo Horizonte.

As manifestações de sábado foram articuladas pelo movimento Movimento Vem Pra Rua e contam com o apoio do NasRuas. Na tarde desta sexta, eles também ganharam a adesão também do Movimento Avança Brasil. Levantamento do Vem Pra Rua prevê atos em 103 cidades no sábado. Na capital paulista, o protesto está marcado para começar às 16h, na Avenida Paulista.

Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), explicou em texto divulgado na internet que a entidade não vai aderir aos protestos contra a decisão do STF para não virar “massa de manobra”.

“O brasileiro que saiu às ruas contra o PT, dizendo não ter político de estimação, foi substituído por um petista às avessas, um homem de verde e amarelo capaz de gritar ‘Bolsonaro eu te amo’ enquanto o presidente abandona a luta contra a corrupção”, escreveu. “Chega de sair às ruas promovendo políticos, ministros e o presidente.”

A sugestão de Renan, do MBL, é o apoio a projetos do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) em prol da prisão após condenação em segunda instância e a defesa da instalação da CPI da Lava-Toga no Senado.