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Grupo usa WhatsApp para aplicar golpes em candidatos a emprego em Curitiba

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

Um grupo de indivíduos está aplicando golpes contra candidatos a vagas de emprego na cidade de Curitiba (PR). Por meio de grupos no WhatsApp, os golpistas publicam oportunidades e fraudam os interessados, afirmando que eles foram selecionados, mas antes de começarem, precisam passar por cursos profissionalizantes. Os valores referentes são depositados, mas as aulas, assim como a própria posição de trabalho, não existem.

Uma reportagem publicada pelo jornal Plural relata diversos destes casos, todos com métodos parecidos. Em um dos casos, os bandidos, se passando pelos empregadores, indicam uma empresa parceira para a realização de um curso preparatório, no valor de R$ 180 e com a promessa de que, após o treinamento, a candidata já começaria a trabalhar. As negociações acontecem por meio do WhatsApp, mas após a realização do pagamento, as mensagens não são mais respondidas.

A mesma coisa aconteceu com uma candidata a uma vaga de recepcionista. Mesmo com experiência na área, os golpistas afirmaram que ela precisava passar por um curso preparatório no valor de R$ 50, dinheiro que ficou com os criminosos assim como cópias de documentos enviados pela vítima. Em um terceiro caso, um interessado chegou a receber uma apostila antes de realizar um pagamento de R$ 100, novamente, com a promessa de vaga garantida após a realização do treinamento. Até mesmo uma prova foi submetida ao interessado, que jamais recebeu resposta.

<em>Alguns exemplos de conversas com os golpistas, que exigem o pagamento de cursos com a promessa de obtenção de vagas de emprego. Comunicação é interrompida assim que o depósito é efetuado (Imagem: Reprodução/Plural)</em>
Alguns exemplos de conversas com os golpistas, que exigem o pagamento de cursos com a promessa de obtenção de vagas de emprego. Comunicação é interrompida assim que o depósito é efetuado (Imagem: Reprodução/Plural)

De acordo com a reportagem do Plural, dois dos três casos citados envolvem as mesmas empresas, que possuem presença online discreta, com sites oficiais que trazem poucas informações, mas dezenas de denúncias de golpes no serviço Reclame Aqui. As supostas empregadoras, assim como as responsáveis pelos falsos cursos, dificultam o contato, de forma que a comunicação com as vítimas sempre aconteça por meio do WhatsApp, após contato inicial por e-mail ou pelos grupos de busca por emprego.

Em alguns casos, as vítimas chegaram a fazer boletins de ocorrência, mas até o momento, não receberam respostas das autoridades sobre os golpes. Enquanto isso, a apuração cita ações realizadas pelos próprios moderadores dos grupos no WhatsApp, que filtrar as vagas publicadas e orientar os usuários quanto à realização de fraudes, bem como orientar as vítimas a falarem com a polícia.

A prática, acima de tudo, não é permitida por lei. Enquanto uma empresa pode exigir qualificações para que o funcionário assuma uma vaga, ela não pode atrelar a contratação ao pagamento de um curso pelo trabalhador, e sim o inverso, com o treinamento necessário acontecendo após a formalização. Além disso, a indicação de cursos como pré-requisito para concorrer a uma oportunidade de trabalho pode ser categorizada como estelionato, caso não existam chances efetivas de sucesso após isso.

No caso de empresas legítimas que estejam inseridas em tais práticas, a recomendação é para que os lesados procurem os sindicatos da categoria ou a Justiça do Trabalho. No caso dos golpes, porém, a alternativa é a polícia, com o preenchimento de um boletim de ocorrência online.

Fonte: Canaltech

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