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Grupo que organizava atos sobre Tiananmen se dissolve em Hong Kong

·3 minuto de leitura
Richard Tsoi, secretário e ex-membro do comitê permanente da Aliança de Hong Kong, anuncia àimprensa a decisão de dissolver o grupo (AFP/Peter Parks)

O grupo pró-democracia que organizava há mais de três décadas em Hong Kong atos em memória ao massacre da Praça da Paz Celestial (Tiananmen) em Pequim anunciou, neste sábado (25), sua dissolução, em meio à crescente pressão contra os dissidentes no território semiautônomo.

"É uma dissolução muito dolorosa", declarou Tsang King-shing, membro da Aliança de Hong Kong, após a votação da dissolução.

"O governo usa todos os tipos de leis para forçar a dissolução de grupos da sociedade civil", acrescentou.

O movimento era um dos símbolos mais visíveis do pluralismo político de Hong Kong e sua queda reflete o aumento do controle de Pequim sobre a ex-colônia britânica.

A dissolução da Aliança de Hong Kong ocorre após a separação de cerca de trinta grupos ativistas nos últimos meses, incluindo o maior sindicato da cidade e a coalizão que organizou as massivas manifestações pró-democracia de 2019.

- "Privar o povo de sua memória" -

Após o anúncio, os representantes da Aliança leram uma carta de seu presidente, Lee Cheuk-yan, que está atrás das grades.

"Um regime não pode privar o povo de sua memória e consciência", escreveu Lee. "As convicções da Aliança de Hong Kong serão transmitidas aos corações dos cidadãos de Hong Kong", garantiu.

A mídia estatal chinesa e as autoridades pró-Pequim de Hong Kong há muito acusam a Aliança de Hong Kong de ser uma organização subversiva.

No início do mês, a polícia indiciou três de seus membros por subversão, um crime contra a segurança nacional.

A polícia também ordenou que o grupo apagasse seu site e contas nas redes sociais. As autoridades anunciaram que revogariam seu registro como empresa.

Numa carta escrita da prisão, um dos líderes da Aliança, Chow Hang-tung, exortou os membros a não desistirem, mostrando-se contra a sua dissolução.

"Espero sempre mostrar as convicções da Aliança de Hong Kong para o mundo inteiro e continuar esse movimento que já dura 32 anos", afirmou em mensagem no Facebook no início da semana.

No entanto, dois outros líderes presos, Lee Cheuk-yan e Albert Ho, assinaram cartas pedindo que o grupo fosse dissolvido devido ao "contexto social atual".

A Aliança foi notificada este ano que estava sendo investigada pela unidade de segurança nacional, que ordenou a entrega de um grande número de documentos e detalhes sobre seus membros.

Ao contrário de muitos grupos opositores que se dissolveram rapidamente ou obedeceram às exigências da polícia, a Aliança assumiu uma postura mais provocativa.

Muitas de suas principais figuras são advogados, que até argumentaram que o pedido da polícia era ilegal.

No final de agosto, a nova polícia de segurança nacional da cidade enviou notificações aos líderes da Aliança, acusando-os de serem "agentes de forças estrangeiras".

- Subversão -

Nessas ordens, também pediram a entrega de informações pessoais de todos os membros desde sua fundação em 1989, todas as atas de reuniões, registros de receitas e trocas com várias ONGs relacionadas à democracia e direitos humanos na China.

Assim que a Aliança confirmou que não cooperaria, a polícia acusou seus líderes de subversão.

O grupo, cujo nome oficial é "Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China", foi fundado em maio de 1989 para apoiar os estudantes que organizavam manifestações pró-democracia e anticorrupção em Pequim.

Um mês depois, em 4 de junho, o movimento estudantil foi reprimido com sangue.

Esses fatos continuam a ser censurados pelo regime comunista na China, mas, em Hong Kong, a Aliança manteve sua memória por três décadas enquanto apelava aos líderes chineses por reformas, com slogans como "Fim do regime de partido único" e "Construindo uma China democrática".

yan/jta/mlb/at/rsc/es/mr

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