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Grupo que elegeu Wagner Pires cogita lançar candidato à presidência do Cruzeiro

Wagner Pires de Sá foi eleito presidente do Cruzeiro graças ao apoio do grupo chamado "Família União" (Pedro Vale/AGIF)

O Cruzeiro já sabe que terá um novo presidente no dia 21 de maio, data marcada para a escolha de quem vai comandar o clube até o fim de 2020, para completar o mandato de Wagner Pires de Sá, eleito para presidir o clube no triênio 2018/2020, mas que renunciou no fim do ano passado. E, neste primeiro momento, o grupo responsável pela vitória de Wagner Pires cogita lançar um novo candidato.

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A “Família União”, como se autodenomina, teve presença marcante na gestão anterior do Cruzeiro. Conselheiros ou não, vários membros desse grupo ocuparam cargos de confiança, quase sempre com salários elevados. Mesmo com o time afundando em campo e a situação financeira ficando cada dia pior, a Família União sempre esteve ao lado do presidente que ajudou a vencer a eleição.

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Wagner Pires de Sá não era muito conhecido entre os cruzeirenses. A escolha do nome para encabeçar a chapa “União - Pelo Cruzeiro, Tudo" passou muito pelos requisitos do estatuto do clube. Mesmo com suporte de um grupo de conselheiros e o apoio de Gilvan de Pinho Tavares, então mandatário cruzeirense, Wagner Pires de Sá foi eleito com 235 votos, contra 200 de Sérgio Santos Rodrigues, candidato apoiado por Zezé Perrella. O resultado foi contestado pelo lado derrotado, que alegou irregularidades na eleição, como compra de votos.

E mesmo depois de tudo que o Cruzeiro passou na gestão de Wagner Pires de Sá, que culminou com o rebaixamento do time para a Série B do Campeonato Brasileiro, a Família União se movimenta mais uma vez para tentar seguir no poder do clube. O possível candidato do grupo ainda não foi escolhido, até pelas limitações impostas pelo estatuto do Cruzeiro. Para disputar ao cargo de presidente do Cruzeiro, é preciso ser conselheiro benemérito ou nato, desde que tenha pelo menos três mandatos completos e ininterruptos.

Como determina o estatuto do clube, a eleição de maio vai servir para escolher o presidente apenas até dezembro, para conclusão do mandato que era de Wagner Pires de Sá. Caso não aconteça um ajuste, o Cruzeiro terá nova eleição presidencial em outubro, para escolher quem vai ser o mandatário celeste no triênio 2021/2023.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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