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Grupo misterioso de "planetas órfãos" é identificado com dados do Kepler

·2 minuto de leitura

Para encontrar microlentes gravitacionais, uma equipe de pesquisadores realizou uma campanha de dois meses com dados do telescópio espacial Kepler, um dos maiores "caçadores de exoplanetas" que já tivemos. Neste período, o instrumento monitorou uma região no céu com milhões de estrelas e, como resultado, acabou encontrando uma população misteriosa de “planetas órfãos”, que, talvez, estejam vagando sozinhos pelo espaço, sem ligação com nenhuma estrela. Quatro deles parecem ter massa semelhante à da Terra.

As microlentes gravitacionais foram previstas por Albert Einstein há mais de 80 anos como uma consequência da Teoria da Relatividade Geral. Nelas, a luz de uma estrela ao fundo pode ser ampliada, temporariamente, pela presença de outra à frente, em função do efeito da gravidade. Esse breve aumento da luminosidade, que pode durar algumas horas ou dias, pode revelar outros planetas e estrelas por perto. Entretanto, o telescópio Kepler não foi criado para usar microlentes para encontrar planetas, e menos ainda para estudar os campos estelares densos no interior da nossa galáxia; na verdade, ele trabalhava com o método do trânsito, ou seja, com a detecção de variações do brilho das estrelas que podem ser causadas por planetas passando por elas.

Por isso, foi preciso desenvolver novas técnicas de redução de dados para procurar sinais no conjunto de dados obtido pelo telescópio — Iain McDonald, autor que liderou o estudo, explica que a dificuldade de encontrar os sinais foi igual à de registrar o brilho de um vaga-lume em uma rodovia, usando apenas um celular. “Apontamos um telescópio antigo e fadigado para uma das partes mais densamente povoadas no céu, com milhares de estrelas e asteroides”, disse. “Depois, tentamos extrair minúsculos sinais luminosos dessa cacofonia, causados por planetas”, completou.

A equipe encontrou 27 sinais de curta duração, que variaram entre uma hora e 10 dias, sendo que vários deles já haviam sido identificados anteriormente. Deste total, os quatro mais breves correspondem àqueles emitidos por planetas, que podem ter massa similar à da Terra — e como não havia sinais esperados como aqueles vindos de uma estrela, é possível que esses eventos sejam planetas que se formaram em torno de uma estrela, mas depois foram ejetados do sistema.

Eamonn Kerins, co-autor do estudo, afirma que o telescópio conseguiu alcançar algo para o qual nunca foi planejado. “Agora, ele passa o bastão para outras missões futuras, que serão projetadas para encontrar sinais tão discretos que o próprio Einstein pensou que nunca poderiam ser observados. Estou muito animado para a missão Euclides, da Agência Espacial Europeia, possa se juntar a este esforço como uma atividade científica complementar à sua missão principal”, comentou. O satélite Euclides, que terá o objetivo principal de investigar a matéria escura, deverá ser lançado em 2022.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

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