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Grupo francês recebe multa milionária por danos ambientais em Minas Gerais

·2 min de leitura
Logo do grupo francês Vallourec em 12 de maio de 2017, em Paris (AFP/ERIC PIERMONT) (ERIC PIERMONT)

O grupo francês Vallourec foi multado em 288 milhões de reais por "danos ambientais" após o transbordamento de uma barragem em uma de suas minas no Brasil, anunciaram nesta terça-feira(11) autoridades locais.

O governo do estado de Minas Gerais indicou em nota que "notificou, nessa segunda-feira (10/1), a empresa Vallourec pelos danos ambientais causados após o transbordamento do dique de contenção de sedimentos da Mina Pau Branco", localizada na cidade de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.

A notificação também prevê a suspensão das atividades (da barragem) até a apresentação dos documentos que comprovem sua estabilidade.

O transbordamento, causado pelas fortes chuvas que atingiram a região de Minas Gerais, ocorreu no sábado.

As toneladas de água com lama que escaparam da barragem interromperam o trânsito na rodovia que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro por dois dias.

Em nota enviada à AFP, a Vallourec confirmou "o recebimento do auto de infração no dia 10 de janeiro de 2022 e está analisando o teor do documento pelas áreas técnicas".

Desde que a barragem transbordou, a Vallourec "não poupou esforços" para "minimizar os transtornos", acrescentou a empresa.

De acordo com o governo de Minas Gerais, a Vallourec, que extrai ferro desde 1980 para fazer tubos na mina de Pau Branco, é considerada “infratora reincidente”, já que foi multada em 2020 “por não cumprir os prazos estabelecidos para enviar documentos relativos a barragens de água".

As chuvas intensas que atingem Minas Gerais causaram enchentes e deslizamentos de terra que deixaram 10 mortos entre domingo e segunda-feira, segundo autoridades locais.

Todos os mineradores da região foram obrigados a fornecer detalhes sobre a estabilidade de suas barragens em 24 horas e alguns moradores foram evacuados preventivamente, segundo o governo de Minas Gerais.

No início de 2019, o rompimento de uma barragem de mineração da empresa Vale em Brumadinho, também em Minas Gerais, deixou 270 mortos e danos incalculáveis ao meio ambiente.

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