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Grupo de médicos e cientistas pede impeachment de Bolsonaro por crimes durante pandemia

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro attends a ceremony commemorating the 160th anniversary of the state bank Caixa Economica Federal at Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Tuesday, Jan. 12, 2021. (AP Photo/Eraldo Peres)
Uma das citações é a frase “não sou coveiro", dita por Bolsonaro após ser questionado sobre o elevado número de óbitos pela doença no país (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Um grupo formado por médicos e cientistas protocolou um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por crimes de responsabilidade na condução da pandemia de Covid-19.

De acordo com o pedido, há uma série de ocasiões em que se prova que Bolsonaro cometeu crimes. Por este motivo, os médicos e cientistas listaram uma série de declarações públicas e ações do presidente desde março de 2020, quando o coronavírus começou a se alastrar pelo país, até o dia 20 de janeiro deste ano.

Uma das citações é a frase “não sou coveiro", dita por Bolsonaro após ser questionado sobre o elevado número de óbitos pela doença no país.

Além disso, também há menções as declarações de Bolsonaro contra as medidas de isolamento social e as ocasiões em que o presidente minimizou os efeitos da doença.

Segundo os médicos e cientistas, o presidente "usou seus poderes legais e sua força política para desacreditar medidas sanitárias de eficácia comprovada e desorientar a população cuja saúde deveria proteger".

"O Sr. Jair Messias Bolsonaro insistiu em arrastar a credibilidade da Presidência da República (e, consequentemente, do Brasil) a um precipício negacionista que implicou (e vem implicando) perda de vidas e prejuízos incomensuráveis, da saúde à economia", diz um trecho do documento.

Um pedido de impeachment a cada 11 dias

Os pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro se acumulam na Câmara dos Deputados e já somam 68 desde a posse do chefe do Executivo até a primeira semana de fevereiro. Em média, cidadãos brasileiros protocolaram um processo contra o presidente a cada 11 dias.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o ritmo de pedidos apresentados ganhou força em 2020. No ano anterior, haviam sido cinco, sendo que o primeiro, protocolado em 5 de fevereiro, foi arquivado pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O restante foi formalmente classificados como “em análise”.

As denúncias do primeiro ano de Bolsonaro foram motivadas por episódios controversos, como o fato de o presidente ter compartilhado em uma rede social um vídeo em que um homem urina em outro em um bloco de Carnaval, em prática conhecida como “golden shower”. Outro processo foi ancorado na decisão de Bolsonaro de comemorar a data do Golpe Militar no país, 31 de março de 1964.

Em 2020, o número de pedidos explodiu: foram 54 —quatro arquivados. Nas últimas semanas, houve intensificação nos debates a respeito de um impedimento, principalmente por causa do repique da Covid-19, do colapso da saúde em Manaus e o atraso do Brasil na vacinação.

Chegou-se a cogitar que Rodrigo Maia abriria o processo em seus últimos dias à frente da Casa, possibilidade que não se concretizou. Com o novo presidente eleito da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro, criticos avaliam que a abertura do processo de impeachment pode não acontecer tão cedo.