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Grupo controlador da CSN fecha acordo para encerrar disputas judiciais internas

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - A CSN disse no início desta terça-feira que seus acionistas indiretos CFL Participações e Rio Purus assinaram acordo para reestruturar suas participações na companhia e encerrar disputas judiciais.

A CSN é controlada pela Vicunha Aços --na qual Rio Purus e CFL têm participação--, veículo da família Steinbruch dono de 51,2% da siderúrgica, conforme documento regulatório do início do mês.

Pelo novo acordo, a CFL deixa a estrutura da Vicunha e deterá sua participação de 10,25% na CSN por meio de uma subsidiária própria. A Vicunha passará a ser controlada exclusivamente pela Rio Purus, mantendo fatia de 40,99% na siderúrgica.

Além da Vicunha, a Rio Purus ainda detém atualmente uma participação adicional de 3,45% na CSN por meio da Rio Iaco, que será mantida desse modo.

"A subsidiária da CFL e a Vicunha Aços, com a interveniência e anuência da CFL, Rio Purus, e da CSN, celebrarão acordo de acionistas regulando, dentre outras matérias, a orientação de voto para eleição do conselho de administração da CSN", disse a CFL em comunicado tornado público pela CSN.

O acordo assinado envolve, entre outras questões, um direito de preferência em favor da Vicunha na venda das ações da CSN detidas pela subsidiária da CFL.

O acerto ainda inclui regra que impede a venda de ações da CSN detidas pela subsidiária da CFL por nove meses (lock up) e que passado esse período as vendas terão volume limitado.

Além disso, as partes acordaram votar favoravelmente em assembléia de acionistas a um dividendo de até 2,31 bilhões de reais a ser pago a partir de 2 de dezembro que seria adicional à remuneração de 1,56 bilhão de reais aprovada pelo conselho de administração da CSN na segunda-feira. O valor de 2,31 bilhões já inclui 452,2 milhões de reais aprovados em abril por assembléia.

Parte do acordo, a subsidiária da CFL terá de acompanhar voto da Vicunha Aços ou se abster sobre eleição de nomes para cargos da administração da CSN.

O acordo depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Por volta de 12h, as ações da CSN subiam 4,16%, a 14,51 reais cada, liderando os ganhos do Ibovespa, ajudadas pelo anúncio do dividendo, bem como pregão positivo para os papéis do setor. O Ibovespa tinha queda de 0,2%.