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Grupo Chesapeake Energy pede proteção da lei de falência

Veículos circulam ao lado de campo de petróleo em Lost Hills, Califórnia (EU), em 24 de março de 2014

O grupo Chesapeake Energy, muito afetado pelo colapso dos preços do petróleo devido à crise de saúde mundial, anunciou que solicitou proteção contra credores com base na lei de falências para iniciar uma reestruturação de sua dívida de 7 bilhões de dólares.

Durante algum tempo uma líder americana na exploração de gás de xisto, com operações que iam do Texas até a Pensilvânia, o grupo informou no domingo que não tinha outra opção a não ser a reestruturação.

"Nossa dívida e obrigações contratuais se tornaram muito grandes neste contexto de preços (baixos) de matérias-primas sem precedentes", afirma um comunicado.

A Chesapeake indicou que decidiu recorrer voluntariamente ao capítulo 11 da lei americana de falências para conseguir iniciar a reestruturação sem a pressão dos credores.

O presidente da empresa, Doug Lawler, afirmou que conseguiu o compromisso de parte dos credores de assinar uma emissão de 600 milhões de títulos da dívida, "além de garantir o financiamento de nossas operações atuais e facilitar nossa saída deste processo" de falência.

A indústria americana de xisto está organizada ao redor de pequenos e médios produtores, que utilizam técnicas de exploração como o fracking que são amplamente criticadas pelos ambientalistas, apesar da rápida expansão por vários estados do país.

O aumento da exploração do xisto permitiu aos Estados Unidos superar a Arábia Saudita como o maior produtor de petróleo no mundo, um desempenho facilitado pela concessão de bilhões de dólares em empréstimos com juro zero.

Mas a derrubada dos preços do petróleo provocada pela pandemia representou um golpe fatal para o setor: as empresas de exploração reportam uma dívida calculada em 86 bilhões de dólares para o período 2020-2024 e até 62% de suas ações classificadas na categoria especulativa.