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Greve de servidores do BC é mau sinal na luta contra a inflação

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(Bloomberg) -- O banco central que lançou a campanha de aperto monetário mais agressiva após a pandemia está em uma batalha mais longa do que o esperado contra a inflação, com seus próprios funcionários, juntamente com outros dos setores público e privado, exigindo aumentos de até 26% para compensar perdas salariais.

Funcionários do Banco Central do Brasil e do Ministério da Economia, incluindo a Receita Federal, estão em greve ou paralisações há três semanas, atrasando operações alfandegárias, planos orçamentários e dados estatísticos importantes.

Na segunda-feira, a pesquisa Focus do BC, amplamente acompanhada pelo mercado com previsões de mais de 100 analistas, não foi publicada pela terceira semana consecutiva.

Embora essas revindicações sejam comuns no Brasil, principalmente em ano eleitoral, a pressão dos servidores públicos é um lembrete do risco de que os aumentos de preços passados comecem a alimentar a inflação atual em um país marcado por memórias de hiperinflação.

Isso também contribui para a visão de que o Banco Central provavelmente será forçado a estender sua campanha de aperto monetário até maio, contrariando sua própria estimativa.

“Quando até mesmo os funcionários do Banco Central estão exigindo aumentos salariais enormes, o risco de efeitos de uma segunda rodada de uma espiral de preços e salários fica claro”, disse Adriana Dupita, economista da Bloomberg Economics, observando, no entanto, que commodities, escassez de oferta e um real mais fraco são atualmente o principal fator de aumento de preços no Brasil.

Por enquanto, os salários não conseguiram acompanhar a taxa de inflação mais alta em duas décadas, de 11,3% ao ano. Em fevereiro, quase 56% de todos os aumentos ficaram abaixo do INPC, que mede a perda do poder aquisitivo das famílias com renda entre um e cinco salários mínimos.

Os aumentos de preços futuros provavelmente ofuscarão todos os aumentos dados até agora, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que monitora os salários. Os salários reais médios caíram 8,8% desde o início da pandemia, segundo dados oficiais.

“A gente tem uma inflação alta, temos um repasse parcial da inflação em salários mas a maioria está sendo próximo ou um pouco abaixo da inflação”, disse Mirella Hirakawa, economista da AZ Quest, em entrevista.

Os dirigentes do BC estão ficando preocupados, com o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, dizendo na semana passada que os aumentos salariais, especialmente no setor de serviços, tiveram um papel nos dados de preços surpreendentemente altos registrados em março. Seus comentários levaram os investidores a precificarem um ciclo de aperto monetário mais longo no Brasil.

O chamado fenômeno da indexação de preços vai muito além dos salários no Brasil. Aluguéis e outros custos, como passagens de ônibus, também estão um pouco ligados à inflação passada. Até 30% de todos os produtos e serviços do país podem ser pelo menos parcialmente ajustados pelos índices de preços ao consumidor.

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©2022 Bloomberg L.P.

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