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Setor de soja da Argentina suspende greve após intervenção do governo

Por Hugh Bronstein e Maximilian Heath
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Caminhões descarregam soja em instalações da Louis Dreyfus em Rosario, Argentina
Caminhões descarregam soja em instalações da Louis Dreyfus em Rosario, Argentina

Por Hugh Bronstein e Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) - Um sindicato de trabalhadores do setor de processamento de soja da Argentina informou nesta quarta-feira que suspendeu uma greve deflagrada por razões salariais e que afetava as operações de esmagamento de empresas agroexportadoras internacionais, após uma ordem do governo pedindo continuidade das negociações.

A Federação de Trabalhadores do Complexo Industrial de Oleaginosas havia iniciado a manifestação ao meio-dia de terça-feira, prejudicando a atividade de unidades fabris de Cargill, Louis Dreyfus e Bunge, embora não tenha sido registrado impacto no polo agroindustrial do norte de Rosário, onde se concentra o processamento de grãos na Argentina.

O país é o maior exportador global de óleo e farelo de soja.

"A medida ditada pela carteira de trabalho estabelece a vigência da Conciliação Obrigatória a partir das 13h do dia de hoje, quarta-feira, 14 de outubro de 2020, e a realização de uma audiência (com as empresas) para a próxima terça-feira, 20 de outubro", disse a Federação em comunicado.

A tendência é que o governo argentino busque evitar o prolongamento de conflitos trabalhistas no setor agroexportador, uma vez que as vendas externas são fundamentais para obtenção de divisas fortemente necessárias para o país após dois anos de recessão e em meio a uma crise.

Em setembro, um sindicato de trabalhadores técnicos de portos de grãos promoveu uma greve de 24 horas que interrompeu os embarques em vários terminais do país. Na ocasião, no entanto, o sindicato chegou a um acordo parcial com as empresas após intervenção do Ministério do Trabalho nas negociações.