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Greve de caminhoneiros já atrapalha distribuição de combustíveis e alimentos

·2 minuto de leitura
  • Associações sinalizam que a greve, ainda que 'não demorada', impactou na distribuição de itens como leite e combustível;

  • Há relatos de filas enormes para abastecimentos nos postos do país;

  • Paralisação também pode encarecer os produtos nos supermercados.

Após cerca de 24h de paralisação, os caminhoneiros já começam a dispersar e desbloquear algumas das 14 vias nos principais estados. Porém, associações do varejo e pequenos produtores sinalizam que a greve, ainda que 'não demorada', impactou na distribuição de itens como leite e combustível. 

O presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), Alexandre Borjaili, afirmou que o mercado de gás de cozinha em Minas Gerais já mostra sinais de falta de abastecimento por causa da paralisação. Segundo ele, há informes de possível falta do produto também em outros Estados.

Já a Abia - Associação da Indústria de Alimentos ressaltou que os bloqueios podem levar os produtores de leite a descartar produto que ficou parado pela impossibilidade de transporte. A associação ainda prevê possibilidade de desabastecimento.

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Conforme publicou o portal Metrópoles, quatro estados — Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná — registraram desabastecimento entre ontem e hoje. Nas capitais Brasília, Recife, Palmas, Porto Alegre, Florianópolis, Cuiabá, Campo Grande, e outras, houve "movimento acima do normal e, em determinados momentos, longas filas".

Como greve deve encarecer ainda mais alimentos

Com mais de 12h de paralisação, a preocupação com a distribuição de alimentos já aumenta, e especialista afirma: "Se persistir, teremos produtos com integridade prejudicada e falta alimentos na prateleira dos supermercados".

Segundo a especialista em Varejo, Flávia Nunes, da Complement Consultoria & Marketing, quando falamos de alimentos, a preocupação maior é com os perecíveis. "Vamos imaginar quantos caminhões saíram de Ceasas - Centrais Estaduais de Abastecimento, e que 'pararam' no caminho. Desses, existem neles compras da Ceasa do Sudeste para as regiões Norte e Nordeste, por exemplo", avalia, ao afirmar que a 'parada' prejudica o recebimento de alimentos em outras regiões do país.

Em viagens de 36h a 40h, existem controles de variação de temperatura para não haver maturação e perda de integridade do produto. "Quando se paralisa uma viagem, o tempo para troca de veículo ou para pausa de trabalho é de 2h a 4h, sem perder parte dessa integridade. Por 14h, 15h, até 24h, já temos um cenário preocupante. Não se perde 100% dos alimentos, mas já se compromete a vida útil do produto", avalia Flávia.

Outro exemplo pode ser com viagens mais curtas, entre cidades próximas. "Vamos imaginar um caminhão saindo de Piragi (SP), onde há um abatedouro de aves, indo para Ribeirão Preto. Caso o transporte fique parado por cerca de 10h nesse percurso - sem avançar ou voltar - há uma perda de 100% do produto", esclarece a consultora.

"Para uma falta de abastecimento, estamos falando de de 3 a 7 dias de produtos parados - principalmente dos perecíveis. O valor para reposição dos alimentos, da hora de trabalho dos carregadores de carga e dos funcionários envolvidos certamente pode onerar o custo na hora de ir ao supermercado", completa Flávia.

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