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Grandes de Wall Street de olho em negócios menores na pandemia

Nabila Ahmed e Myriam Balezou
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Os maiores bancos de Wall Street tradicionalmente evitavam assessorar pequenas fusões e aquisições. Muito trabalho para comissões modestas, então se concentravam nos grandes acordos.

Mas, com a desaceleração dos negócios causada pela pandemia neste ano, banqueiros que há muito tempo falam em trabalhar com clientes de menor porte estão finalmente fazendo isso. Os bancos de investimento têm coordenado transações menores - de US$ 500 milhões ou menos - no maior ritmo em cinco anos. E, ao fazer isso, têm eliminando alguns rivais de menor peso que normalmente ganham o pão de cada dia nesse nicho.

“Quando os acordos maiores desaceleram, as pessoas pegam os menores”, disse David Friedland, responsável global de fusões e aquisições da equipe de mercados cruzados do Goldman Sachs.

Nos primeiros nove meses do ano, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley assessoraram cerca de US$ 61 bilhões em transações anunciadas no segmento global de pequeno e médio porte, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Esse volume deu a esses bancos 9,2% desse mercado, a maior fatia desde 2015, e o suficiente para que liderassem os rankings de assessoria.

É uma grande mudança em relação ao ano passado, quando as megafusões dominaram e a participação dos grandes bancos na pequena ponta do mercado caiu para apenas 7%. Os dois primeiros lugares no ranking de 2019 foram conquistados pela PricewaterhouseCoopers e Rothschild & Co. Acordos lucrativos, como a fusão de US$ 90 bilhões da United Technologies com a Raytheon, mantiveram os grandes bancos ocupados.

Agora, embora os acordos de fusões e aquisições tenham caído quase 25% até 30 de setembro, o volume de transações avaliadas em até US$ 500 milhões registrou queda mais leve, de 14%.

Uma pequena transação de fusão e aquisição geralmente gera aproximadamente as mesmas margens de comissões em comparação com compras maiores e mais complexas, mas o segmento dificilmente pode compensar a queda em acordos maiores. Em 2019, por exemplo, houve quatro acordos que, individualmente, foram maiores do que o volume total de US$ 61 bilhões dos negócios deste ano de US$ 500 milhões ou menos.

Friedland disse que inicialmente alguns clientes menores estavam céticos. Eles perguntavam: “Até que ponto você está comprometido com o mercado de médio porte? Já vimos isso antes”, lembrou.

Regionalmente, o Goldman Sachs liderou a assessoria de acordos de US$ 500 milhões ou menos nas Américas e na Ásia-Pacífico durante os primeiros nove meses do ano. Ficou em quarto lugar na Europa, onde a Rothschild & Co. dominou o grupo, segundo dados da Bloomberg.

Um destaque foi o setor de saúde, onde os volumes de negócios menores aumentaram 38% neste ano. O desejo renovado de empresas de acessar terapias lucrativas para câncer e outras doenças raras por meio de aquisições lidera a tendência.

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©2020 Bloomberg L.P.