Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.345,82
    +1.857,94 (+1,71%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.376,89
    -141,41 (-0,27%)
     
  • PETROLEO CRU

    110,50
    +0,22 (+0,20%)
     
  • OURO

    1.852,00
    +9,90 (+0,54%)
     
  • BTC-USD

    29.331,66
    -645,53 (-2,15%)
     
  • CMC Crypto 200

    658,56
    -16,31 (-2,42%)
     
  • S&P500

    3.973,75
    +72,39 (+1,86%)
     
  • DOW JONES

    31.880,24
    +618,34 (+1,98%)
     
  • FTSE

    7.513,44
    +123,46 (+1,67%)
     
  • HANG SENG

    20.470,06
    -247,18 (-1,19%)
     
  • NIKKEI

    27.001,52
    +262,49 (+0,98%)
     
  • NASDAQ

    12.051,75
    +211,00 (+1,78%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1434
    -0,0094 (-0,18%)
     

Grandes potências agrícolas prometem segurança alimentar apesar da guerra na Ucrânia

(Arquivo) As grandes potências agrícolas se comprometeram a garantir a segurança alimentar no mundo, apesar das perturbações provocadas pela invasão russa da Ucrânia (AFP/Wakil KOHSAR) (Wakil KOHSAR)

As grandes potências agrícolas, incluindo União Europeia(UE), Estados Unidos, Canadá e Austrália, comprometeram-se nesta sexta-feira (6) a garantir a segurança alimentar no mundo, apesar das perturbações provocadas pela invasão russa da Ucrânia.

"Nos comprometemos a trabalharmos juntos para garantir que haja comida em uma quantidade que seja suficiente para todo mundo, incluindo os mais pobres, os mais vulneráveis e as pessoas deslocadas", escreveram os 51 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) em um comunicado conjunto.

Os produtores também prometeram que vão manter os mercados agrícolas "abertos, previsíveis e transparentes, sem impor medidas comerciais restritivas que sejam injustificadas" sobre os produtos agroalimentares, ou sobre produtos-chave para a produção agrícola.

Os países signatários - com destaque para a ausência de grandes produtores como Argentina e Brasil - também enfatizam que as medidas emergenciais adotadas para lidar com a situação devem causar o menor número possível de distorções e ser temporárias, específicas e proporcionais.

Também pedem que os produtos comprados pelo Programa Mundial de Alimentos (PAM), que está na linha de frente para tentar compensar os prejuízos nos mercados de grãos e de óleo por causa da situação na Ucrânia, estejam isentos de qualquer restrição, ou de proibição de exportação.

Esta é uma lição duramente aprendida durante a pandemia da covid-19, quando o sistema internacional Covax - que deveria fornecer vacinas aos países-membros e, principalmente, aos mais pobres - foi privado de seu principal recurso de vacinas contra o coronavírus pela decisão da Índia de proibir a exportação do imunizante. Os planos globais de vacinação ficaram congelados por muito tempo.

- Principais atores -

Rússia e Ucrânia são dois importantes exportadores de trigo, milho, canola e óleo de girassol. A Rússia também é o maior fornecedor mundial de fertilizantes e de gás.

Muitos países - em especial no continente africano - dependem das entregas da Ucrânia, que antes da guerra exportava 4,5 milhões de toneladas de produção agrícola por mês, por via marítima: ou seja, 12% de trigo; 15%, de milho; e 50%, de óleo de girassol no mundo todo.

Juntos, Rússia e Ucrânia respondem por 30% do comércio mundial de trigo.

A guerra e os riscos que ela representa para as colheitas e exportações - os portos ucranianos do Mar Negro estão bloqueados - fizeram os preços de todas as oleaginosas dispararem. Em dois meses, o girassol, assim como a colza, viu seu preço subir 40% no mercado europeu.

Na Ucrânia, o rendimento da próxima safra de trigo deve cair pelo menos 35% em relação a 2021, devido à invasão russa, segundo imagens de satélite analisadas pela empresa de geolocalização Kayrros em nota publicada nesta sexta-feira.

A ofensiva russa na Ucrânia iniciada em 24 de fevereiro e as sanções que pesam desde então sobre Moscou interromperam as entregas de trigo e de outros produtos alimentícios desses dois países, gerando um forte aumento dos preços. Esta alta se somou ao aumento dos preços dos combustíveis, especialmente em países emergentes.

No fim de abril, diante da disparada dos preços do óleo vegetal, foi a Indonésia - que não assina o texto conjunto divulgado nesta sexta - que anunciou a suspensão das exportações de óleo de palma, do qual é o maior produtor.

Resultado: uma nova alta de preços.

"A guerra na Ucrânia terá um impacto terrível nas milhões de pessoas que passam fome em mundo todo. Isso significará uma explosão nos preços dos alimentos, combustível, transporte, mas também menos comida para aqueles que estão famintos, e haverá ainda mais pessoas passando fome", advertiu o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PAM), David Beasley, ao Conselho de Segurança da ONU, no fim de março.

vog/apo/an/jvb/aa/mr/tt

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos