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Grandes bancos perderam monopólio dos meios de pagamentos, diz presidente do BC

LARISSA GARCIA
·2 minuto de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - Retrato do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - Retrato do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que os grandes bancos perderam monopólio com a digitalização do sistema financeiro, especialmente no mercado de pagamentos.

O titular do BC participou, nesta segunda-feira (12), de reunião virtual de bancos centrais ibero-americanos, promovida pelo Banco de Espanha.

Segundo ele, cinco pilares sustentavam a hegemonia dos bancos tradicionais: capilaridade, com grande quantidade de agências, plataformas fechadas, concentração de meios de pagamentos, capacidade de alavancagem -expressão usada para definir o quanto o banco consegue emprestar com os recursos disponíveis- e monopólio de dados.

"A concentração de meio de pagamentos foi a área que teve mais inovação [na pandemia de Covid], então os bancos grandes, tradicionais, perderam monopólio nisso", disse.

Segundo Campos Neto, a digitalização também permitiu maior capilaridade às instituições menores e abriu as plataformas, permitindo que o cliente adquira produtos financeiros fora do banco com o qual tem relacionamento.

"Os cinco pilares já não existem mais. Os bancos maiores ainda têm capacidade de balanço [alavancar], mas as fintechs avançaram muito nisso. Então sobrou o monopólio de dados como barreira de entrada", destacou.

Ele ressaltou que o open banking, ou sistema financeiro aberto, dará ao consumidor mais poder sobre seus dados.

O novo sistema, que começou a ser implementado no início deste ano, abrirá caminho para que o consumidor possa compartilhar seus dados e escolher produtos financeiros mais vantajosos em uma única plataforma.

Além disso, Campos Neto ressaltou que o novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, teve maior adesão que o esperado em seis meses de funcionamento.

"Já são mais de 170 milhões de chaves Pix e 75% dos brasileiros já utilizaram o sistema. Esperávamos alcançar em seis meses a um ano os números que alcançamos em três dias [de funcionamento]", disse.

"Não é uma competição entre bancos e fintechs, acho que é mais que isso. É uma integração entre sistema financeiro e mídias sociais", disse.

O presidente da autoridade monetária afirmou ainda que o país caminha para o lançamento de uma moeda digital, que os estudos na área avançaram bastante e que "teremos notícias em breve".

Campos Neto falou ainda sobre a necessidade de uma retomada econômica mais inclusiva e sustentável.

"É uma demanda da sociedade. A inclusão será feita por meio da tecnologia e lançamos uma agenda de sustentabilidade", disse.