Grécia e Espanha levam perdas a bolsas da Europa

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira, pressionadas pelos receios com Grécia e Espanha, que voltaram ao foco nesta quarta-feira. Indicadores econômicos desanimadores nos Estados Unidos também não ajudaram. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,91%, fechando a 268,14 pontos.

Os mercados europeus iniciaram os negócios em um cenário de greves contra a política fiscal adotada após a crise em diversos países. Os protestos provocaram incidentes violentos na Espanha, em um dia marcado por paralisações também na Grécia, em Portugal e na Itália.

Além disso, foram divulgados nesta quarta-feira os PIBs da Grécia e de Portugal no terceiro trimestre deste ano. A economia grega encolheu 7,2%, enquanto em Portugal a produção registrou queda de 3,4% e o desemprego subiu para 15,8%. Já a produção industrial da zona do euro caiu 2,5% em setembro, na comparação com agosto, segundo informou a Eurostat. Foi a maior queda desde janeiro de 2009.

A Bolsa de Madri chegou a operar em alta após o anúncio de que o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn, faria um discurso sobre a Espanha. Quando ele finalmente falou, porém, as expectativas de que fosse anunciado um pacote de resgate foram por água abaixo. Rehn disse que a Espanha tomou medidas efetivas para colocar sua situação fiscal sob controle em 2012 e 2013 e não tem necessidade de novas ações de austeridade neste momento. O comissário reiterou ainda que depende da Espanha decidir se vai ou não pedir ajuda financeira.

Nos EUA, os ganhos das bolsas foram pressionados pelo resultado das vendas no varejo em outubro, que caíram 0,3% em relação a setembro, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 411,59 bilhões, segundo informou o Departamento do Comércio. A retração foi maior do que o esperado pelo mercado, que previa queda de 0,2%.

Nesse cenário, o índice FTSE da Bolsa de Londres caiu 1,11%, fechando em 5.722,01 pontos. Nesta quarta-feira o Banco da Inglaterra (BOE) novamente cortou suas previsões para o crescimento da economia e disse que a inflação levará mais tempo do que o esperado para cair em direção à meta. As mineradoras lideraram as quedas (Evraz -7,01%, Randgold Resources -5,12% e ENRC -4,63%).

Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,89% e fechou a 3.400,02 pontos. A EDF caiu 4,76% após divulgar sua produção nos nove primeiros meses deste ano. Os bancos também fecharam no vermelho, com destaque para Credit Agricole (-1,98%) e Société Générale (-1,38%). Do outro lado, a Vivendi subiu 4,67%, após elevar suas projeções de lucro para este ano.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, teve retração de 0,94%, fechando a 7.101,92 pontos. A E.ON perdeu 3,11%, dando continuidade à tendência de baixa após divulgar seu balanço na segunda-feira. Entre os maiores perdedores aparecem também Commerzbank (-2,88%) e Heidelberg Cement (-2,66%). Já a Infineon Technologies avançou 5,88%, depois de liberar resultados positivos.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, caiu 0,46% e fechou a 5.273,90 pontos. Na Bolsa de Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,27%, fechando a 7.673,00 pontos. E o índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, teve queda de 0,52%, fechando a 15.252,93 pontos. As informações são da Dow Jones.

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