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Grávidas com enxaqueca apresentam maior risco de complicações, diz estudo

·2 minuto de leitura
Grávidas com enxaqueca apresentam maior risco de complicações, diz estudo
Grávidas com enxaqueca apresentam maior risco de complicações, diz estudo

Mulheres grávidas que sofrem de enxaqueca têm maior probabilidade de precisarem de atendimento de alto risco do que aquelas que não apresentam crises de dores de cabeça, revelou um estudo exibido no último domingo (20) durante o 7º Congresso da Academia Europeia de Neurologia (EAN).

Segundo os pesquisadores, essas mães possuem maior risco de desenvolver complicações obstétricas e no pós-parto. A possibilidade de gestantes sem enxaqueca serem admitidas em departamentos de risco é de 6%, já em mulheres com enxaqueca sem aura (alteração de visão) 6,9% e mulheres grávidas que sofrem de enxaqueca com aura de 8,7%.

Grávidas com enxaqueca apresentam maior risco de complicações
Grávidas com enxaqueca apresentam maior risco de complicações. Créditos: Shutterstock

Grávidas com enxaqueca também apresentam maior probabilidade de diagnóstico gestacional de diabetes, hiperlipidemia (colesterol alto) e coágulos sanguíneos. De acordo com os estudos, durante o trabalho de parto, as mulheres que sofrem de enxaqueca apresentam taxas mais altas de anestesia peridural (p <0,0001), mas não apresentam risco aumentado de partos assistidos.

A pesquisa foi realizada em Israel e analisou a gravidez de 145.102 mulheres entre 2014-2020. Durantes os estudos, os cientistas investigaram o tipo de parto, complicações médicas e obstétricas em cada trimestre e o uso de medicamentos durante a gravidez. Cerca de 13,8 mil mulheres tiveram enxaqueca.

“O estudo confirma que as mulheres que sofrem de enxaqueca corre um risco maior de uma série de complicações médicas e obstétricas. Como tal, recomendamos que essas mulheres sejam classificadas como gestações de alto risco e, portanto, devem ser tratadas de acordo com um protocolo de alto risco”, afirmou o autor do estudo, o neurologista Nirit Lev, da Universidade de Tel Aviv, para o site EurekAlert.

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Os fatores existentes que contribuem para uma gravidez de alto risco incluem idade materna avançada, mulheres que estão carregando mais de um bebê e complicações durante uma gravidez anterior. Além de problemas de saúde como diabetes, epilepsia e hipertensão.

O neurologista afirmou, ainda, que as grávidas que sofrem de enxaqueca também apresentam um risco maior de desenvolver depressão durante a gravidez e após o parto. Pesquisas recentes também descobriram que a enxaqueca é três vezes mais comum em mulheres do que em homens.

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