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GPS pode ajudar a detectar tsunamis com mais eficiência que sistemas terrestres

As redes de GPS podem passar a ter uma nova função: detectar tsunamis a partir do espaço. Segundo um estudo liderado pela University College London (UCL), a tecnologia de navegação consegue medir as ondas destruidoras com maior precisão do que os atuais sistemas de alerta por um custo bem menor — o que ajudaria a diminuir os danos e vidas perdidas com o fenômeno.

Um tsunami nada mais é do que uma grande onda cujo corpo de água foi rapidamente deslocado por algum processo natural: terremoto, erupção vulcânica ou até mesmo deslizamentos de terra. Quando o fenômeno surge no meio do oceano, ele tem menos de 30 cm de altura.

Os pesquisadores desenvolveram uma maneira de detectar uma sutil variação na ionosfera gerada por um tsuami (Imagem: Reprodução/UCL)
Os pesquisadores desenvolveram uma maneira de detectar uma sutil variação na ionosfera gerada por um tsuami (Imagem: Reprodução/UCL)

No entanto, conforme a onda avança em direção às regiões costeiras a uma velocidade de até 800 km/h, ela ganha altura rapidamente antes de inundar a terra. As redes de GPS conseguem detectar o primeiro sinal de uma grande onda antes que ela se aproxime da costa.

Uma onda de 30 cm de altura é bem pequena, mas é o suficiente para gerar efeitos secundários na atmosfera. Quando ela se forma, o ar é deslocado para cima e, então, uma onda acústica viaje até a ionosfera — por volta de 300 km acima da superfície.

As ondas acústicas se amplificam à medida que viajam até a ionosfera e lá elas reduzem a densidade de elétrons presentes nela. Essa variação dos elétrons afeta os sinais de rádio enviados por satélites de GPS para as estações terrestres. O novo estudo elaborou uma maneira de detectar essa mudança.

Representação de como o tsunami desloca o ar para cima (Imagem: Reprodução/UCL)
Representação de como o tsunami desloca o ar para cima (Imagem: Reprodução/UCL)

Hoje, os principais sistemas de alerta de tsunami são baseados na atividade sísmica, mas eles fornecem previsões pouco precisas; indicam apenas a possibilidade de uma grande onda chegar à costa em certo tempo. Mas isso é insuficiente para evitar grandes desastres.

Serge Guillas, principal autor do estudo, citou o tsunami de Tohoku — que em 2011 atingiu o leste do Japão — sobre como um sistema de alerta melhor poderia ter salvado vidas. Para Guillas, além do baixo custo dos alertas baseados em GPS, a tecnologia também aperfeiçoará os sistemas terrestres.

Agora os pesquisadores se dedicarão a mais pesquisas para determinar com maior precisão tanto o tamanho quanto a forma dos tsunamis a partir dos sinais de rádio via GPS. “Acredito que se esta pesquisa se concretizar, certamente contribuirá para salvar vidas”, acrescentou o coautor do estudo, Ryuichi Kanai.

O estudo foi apresentado na revista Natural Hazards and Earth System Sciences.

Fonte: Canaltech

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