Governo volta a descartar risco de novo racionamento

Brasília, 9 jan (EFE).- O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou nesta quarta-feira que a seca que atinge parte do país possa afetar a produção das usinas hidrelétricas e causar um novo racionamento.

Em entrevista coletiva, o ministro afirmou que o Brasil tem condições de "atender a todas" as suas necessidades energéticas e negou a possibilidade de se repetir um racionamento de eletricidade como o que ocorreu em 2001, que se deveu em parte a uma seca.

Os níveis dos principais reservatórios de hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que abastecem as maiores hidrelétricas do país, caíram de 28,43% na última segunda-feira para 28,32% na terça, ficando abaixo do registrado nesta época no ano do último racionamento, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

No entanto, Lobão declarou que o estoque de energia nacional aumentou de 70.000 megawatts em 2001 para 121.000 megawatts atualmente, e a dependência das hidroelétricas diminuiu.

Para suprir a queda da produção hidrelétrica pelo baixo nível das represas, o governo ordenou a ativação de várias centrais termelérmicas. O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, descartou que o uso dessas usinas possa provocar um desabastecimento de gás natural nas indústrias que consomem essa matéria-prima, e disse que não haverá um aumento da conta de luz aos consumidores se o regime de chuvas for normal entre janeiro e abril.

No caso de uma seca extrema, o custo adicional do uso das termelétricas aumentaria em R$ 400 milhões por mês, o que repercutiria nas faturas dos consumidores no ano que vem.

Em dezembro, a presidente Dilma Rousseff classificou como "ridículo" analisar que o Brasil corria risco de sofrer um racionamento de energia.

Nos últimos meses, porém, houve vários blecautes longos por diversos motivos que chegaram a afetar ao mesmo tempo até 53 milhões de pessoas em todo o país. EFE

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