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Governo vende apenas uma de cinco áreas em novo leilão do pré-sal

NICOLA PAMPLONA
Foto: REUTERS/Sergio Moraes

O Brasil realizou nesta quinta-feira (7) mais um leilão de petróleo, desta vez de cinco blocos diferentes do pré-sal. Foram oferecidas as regiões de Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário, na Bacia de Santos, e Norte de Brava, na Bacia de Campos, por bônus de assinatura fixos que totalizam R$ 7,85 bilhões.

Em mais um leilão sem concorrência, o governo vendeu apenas uma das cinco áreas do pré-sal oferecidas nesta quinta-feira (7). Mais uma vez, Petrobras e chineses foram os únicos a apresentar ofertas.

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Eles arremataram a maior área do leilão, Aram, com bônus de R$ 5 bilhões e oferta de 29,96% do petróleo produzido para o governo, após o desconto dos custos. Não houve ágio.

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Nos leilões do pré-sal, os bônus de assinatura são fixos e a disputa se dá pelo volume de óleo que os consórcios se comprometem a entregar ao governo durante a vida útil dos projetos.

O consórcio vencedor tem 80% da estatal brasileira e 20% da CNODC, controlada pelo governo da China.

Na véspera, eles se juntaram à também chinesa CNOOC para comprar a maior área do megaleilão da cessão onerosa, por R$ 69,9 bilhões.

No leilão de quarta-feira (6), a Petrobras arrematou sozinha outra área, Itapu, por R$ 1,7 bilhão. Não houve ágio em nenhum dos casos.

A Petrobras havia exercido direito de preferência para três das cinco áreas do leilão desta quinta, mas acabou fazendo oferta para apenas uma delas, frustrando expectativa do governo.

Antes do leilão, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que as petroleiras estão com a carteira cheia de projetos do pré-sal e devem focar agora na exploração e desenvolvimento das reservas.