Mercado fechará em 2 h 9 min
  • BOVESPA

    109.254,07
    +1.875,15 (+1,75%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.631,42
    +364,22 (+0,86%)
     
  • PETROLEO CRU

    44,83
    +1,77 (+4,11%)
     
  • OURO

    1.802,60
    -35,20 (-1,92%)
     
  • BTC-USD

    19.227,97
    +776,00 (+4,21%)
     
  • CMC Crypto 200

    381,48
    +11,73 (+3,17%)
     
  • S&P500

    3.633,50
    +55,91 (+1,56%)
     
  • DOW JONES

    30.066,30
    +475,03 (+1,61%)
     
  • FTSE

    6.432,17
    +98,33 (+1,55%)
     
  • HANG SENG

    26.588,20
    +102,00 (+0,39%)
     
  • NIKKEI

    26.165,59
    +638,22 (+2,50%)
     
  • NASDAQ

    12.019,50
    +114,25 (+0,96%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3936
    -0,0467 (-0,73%)
     

Governo Trump convida petroleiras a licitação para perfurações no Ártico

·3 minuto de leitura
Chifres de caribu pendurados em uma casa em Kavalina, Alasca, Estados Unidos, em 8 de setembro de 2019
Chifres de caribu pendurados em uma casa em Kavalina, Alasca, Estados Unidos, em 8 de setembro de 2019

O governo Donald Trump vai abrir licitação para que petroleiras explorem uma reserva nacional de vida selvagem no Alasca, antes que o presidente eleito, Joe Biden, assuma o poder nos Estados Unidos, em 20 de janeiro.

No documento, que será publicado nesta terça-feira no Diário Oficial e ao qual a AFP teve acesso nesta segunda-feira (16), a Secretaria de Ordenamento Territorial pede às empresas interessadas que indiquem, no prazo de 30 dias, quais lotes da maior área natural protegida do país pretendem explorar.

Em 2017, o Congresso deu ao governo Trump até dezembro de 2021 para outorgar concessões de petróleo nessa área do Ártico, lar de ursos polares, caribus e raposas. A lei aprovada em 2017 "instruiu o Departamento do Interior a implementar um programa agressivo e competitivo de desenvolvimento de energia que permite que o petróleo circule em uma das artérias de energia do país, o Oleoduto Trans-Alasca, de 1.300 km de extensão, nas próximas décadas", lembrou a pasta.

O governo do magnata republicano aprovou um programa em agosto que abre caminho para perfurações em uma área costeira ao longo do Oceano Ártico que cobre um total de 6.500 quilômetros quadrados.

"Obter o retorno da indústria sobre os lotes que estarão disponíveis é essencial para que seja concluída com sucesso" a concessão dos lotes, disse o chefe do Departamento de Interior do Alasca, Chad Padgett, em comunicado. A primeira área de concessão poderia cobrir até 1.600 km².

De acordo com a videoconferência, as empresas devem manifestar interesse e comentários até o dia 17 de dezembro. Em seguida, será convocada a licitação “pelo menos 30 dias antes” da outorga.

- 'Aceitar a realidade' -

O democrata Joe Biden garantiu que tomará as medidas necessárias para garantir a proteção da área desde seu primeiro dia na Casa Branca. Ele também disse que vai proibir novas licenças de perfuração para exploração de petróleo e gás em terras daquele estado, assim como offshore.

Qualquer transação deve ser analisada por órgãos federais, inclusive o Departamento de Justiça, cujas autoridades devem ser designadas pelo novo governo, o que levará entre um e dois meses, segundo a imprensa americana.

Para Niel Lawrence, responsável na região do Alasca pela Associação Americana para a Proteção do Meio Ambiente, NRDC, a decisão de licitar na área protegida "ilustra, mais uma vez, a recusa do governo Trump em aceitar a realidade".

“Ninguém deve subestimar a disposição (do atual governo) de ignorar a lei para fazer avançar sua agenda, mas não vejo como eles poderiam assinar concessões antes de deixar o poder”, acrescentou.

O processo geralmente leva de três a quatro meses, disse Lawrence. Além disso, as organizações ambientais estão prontas para uma batalha judicial.

- 'Há muito tempo esperado' -

Petroleiras e autoridades do Alasca pressionam há 30 anos para explorar os recursos dessa área protegida, gerando denúncias de organizações ambientais.

A federação que reúne as principais empresas do setor, a American Petroleum Institute, celebrou nesta segunda-feira o andamento do processo, "há muito tempo esperado".

O desenvolvimento de hidrocarbonetos "criará empregos com altos salários e trará uma nova fonte de receita para o estado, razão pela qual a maioria dos habitantes do Alasca apoia" o projeto, disse o chefe de assuntos regulatórios da federação, Frank Macchiarola, em nota enviada à AFP.

Mas não é certo que a licitação atraia petroleiras, considerando que os preços do petróleo estão em patamares baixos - em torno de 40 dólares o barril. Há, ainda, as polêmicas ambientais, a distância onde se encontram as áreas de exploração e seu alto custo.

Além disso, vários bancos americanos, como Goldman Sachs e Wells Fargo, já se recusaram a financiar a extração de petróleo nessa área sensível do Alasca.

jum/lo/dax/yow/gma/jc/lb