Mercado fechará em 2 h 52 min

Governo traça estratégia para década e prevê crescimento de 27% do PIB até 2031

Lu Aiko Otta
·3 minuto de leitura

Cenário de referência considera a aprovação de reformas macroeconômicas Robert Nyman/Unsplash O crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) pode ficar em 3,5% ao ano com a implementação da agenda de reformas ampla, segundo a Estratégia Federal de Desenvolvimento para o Brasil no período de 2020 a 2031, publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU), na forma do Decreto nº 10.531. Em um cenário moderado, com a aprovação de reformas macroeconômicas mas poucas reformas microeconômicas, o crescimento médio no período ficaria em 2,2%. O documento traz um terceiro cenário, de “desajuste fiscal explosivo”, para o qual não foram feitas projeções, mas foi dada a indicação do risco de o país não conseguir mais refinanciar sua dívida. Os três cenários consideram um ambiente internacional neutro. No cenário de referência, que considera a aprovação de reformas macroeconômicas, o crescimento acumulado no período de 2020 a 2031 ficaria em 27%, com o PIB per capita avançando 1,6% ao ano e chegando a 19,1% no período. A taxa de investimento média ficaria em 17,5% do PIB anuais, sendo 1,8% do PIB em infraestrutura. A produtividade geral cresceria 0,5% médios por ano, com a produtividade do trabalho avançando 0,8%. No cenário chamado transformador, com “amplas reformas e avanço na escolaridade”, o crescimento do PIB acumulado no período ficaria em 46,4%. O PIB per capita teria elevação média de 2,9% por ano e 37,2% no acumulado do período. A taxa de investimento ficaria em 19,5% do PIB, sendo 2,9% do PIB em infraestrutura. A produtividade geral avançaria 1% ao ano, sendo que a produtividade do trabalho cresceria 2%. O terceiro cenário não contempla a aprovação de reformas que permitam conter a elevação dos gastos públicos obrigatórios. “Isso poderia manter as contas públicas em uma trajetória explosiva, o que aumentando a desconfiança dos investidores em relação à sustentabilidade da dívida pública, elevando os prêmios de risco requeridos e desencadeando, em algum momento ao longo dos próximos anos, uma crise de confiança que poderia impossibilitar o refinanciamento da dívida.” A estratégia tem uma diretriz principal: “Elevar a renda e a qualidade de vida da população brasileira com redução das desigualdades sociais e regionais”, e se organiza em cinco diretrizes, entre as quais uma que trata da preservação ambiental. Alcançar o crescimento econômico sustentado e a geração de empregos, com foco no ganho de produtividade, na eficiência alocativa e na recuperação do equilíbrio fiscal; Aprimorar a governança pública, com foco na entrega efetiva de serviços ao cidadão e na melhoria do ambiente de negócios, garantindo a soberania e promovendo os interesses nacionais; Fomentar o desenvolvimento da infraestrutura, com foco no ganho de competitividade e na melhoria da qualidade de vida, assegurando a sustentabilidade ambiental e propiciando a integração nacional e internacional; Promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, com foco na qualidade ambiental como um dos aspectos fundamentais da qualidade de vida das pessoas, conciliando a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento econômico e social; Promover o bem-estar, a família, a cidadania e a inclusão social, com foco na igualdade de oportunidades e no acesso a serviços públicos de qualidade, por meio da geração de renda e da redução das desigualdades sociais e regionais.