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Governo de SP vê momento "pertinente" para estudar venda da Emae, diz Meirelles

Por Luciano Costa
·3 minutos de leitura
Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles
Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O governo de São Paulo avalia que o momento é favorável para o início de avaliações sobre a possibilidade de privatização de sua estatal de energia Emae, mas não há qualquer definição sobre o futuro da elétrica no momento, disse à Reuters nesta segunda-feira o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles.

As afirmações vêm após a empresa de geração de eletricidade ter informado na semana passada que o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização recomendou ao governador João Doria (PSDB-SP) a contratação de estudos sobre a venda das ações do governo paulista na companhia.

"Evidentemente que, com a privatização do setor elétrico de São Paulo, há vários anos, restou a Emae. Então é altamente pertinente se fazer um estudo sobre isso, estamos totalmente alinhados com isso, mas não há uma decisão", disse Meirelles.

A Emae é a última estatal paulista no setor de energia depois da venda pelo Estado de ações na Cesp no final de 2018. A companhia foi arrematada na época por uma associação entre a Votorantim Energia e a gestora de fundos de pensão canadense CPPIB por mais de 3 bilhões de reais.

Meirelles disse acreditar que os levantamentos sobre a Emae podem começar ainda neste ano, mas não quis projetar um prazo para a conclusão desses trabalhos e para uma decisão sobre a venda ou não da companhia.

"Vamos fazer um processo técnico, com a contratação, escolha, de uma consultoria. E essa consultoria vai fazer todas análises e vai dar opções disponíveis, com vantagens e desvantagens", acrescentou o secretário.

A Emae opera ativos hidrelétricos no Estado de Sâo Paulo, incluindo a hidrelétricas Henry Borden, na serra do Mar, e a pequena usina (PCH) Pirapora, em Pirapora do Bom Jesus, além de possuir uma termelétrica arrendada à Petrobras.

Os ativos operacionais da companhia somavam cerca de 960 megawatts em capacidade ao final de 2019, quando a Emae teve receita operacional líquida de 439 milhões de reais e lucro líquido de 92,6 milhões de reais.

A Fazenda do Estado de São Paulo possui 39% da ações da Emae, com 97,6% das ações ordinárias, com direito a voto. A estatal Eletrobras possui 39% do capital da empresa, com 64,8% dos papéis preferenciais.

As ações da Emae acumulam salto de 20% desde o comunicado sobre a possível desestatização e fecharam com ganhos de 1,65%, a 40,77 reais por papel, nesta segunda-feira.

Questionado, o secretário da Fazenda paulista não quis dar estimativas sobre quanto poderia ser arrecadado com uma eventual venda das ações do Estado da Emae.

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., disse na sexta-feira, em conversa com jornalistas nos bastidores do evento online Enase, avaliar que Estados também devem ser forçados a privatizar ativos para lidar com seus orçamentos diante de impactos da pandemia de coronavírus e da recessão.

Na ocasião, ele sinalizou que a estatal poderia aproveitar o momento para também negociar sua fatia na empresa, ao destacar que a Eletrobras tem buscado vender diversas participações minoritárias para gerar recursos e simplificar sua estrutura.

(Por Luciano Costa; edição de Roberto Samora)