Governo de SP convida estrangeiros para PPPs

O governo do Estado de São Paulo realizou uma apresentação a investidores estrangeiros nesta segunda-feira para tentar atrair interessados em oito projetos que serão construídos em Parceria Público Privada (PPP) e que necessitam de investimento total de US$ 20 bilhões. A maioria dos empreendimentos está na área de transporte, mas há parcerias em áreas mais polêmicas, como na área de saúde e presídios. "Não vamos construir masmorras, vamos construir presídios", disse o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.

Entre os projetos apresentados nesta segunda-feira, há um para construção, operação e manutenção de três presídios masculinos no Estado. Sem localização apresentada, as três unidades terão, juntas, capacidade para 10.500 presos, sendo 7.200 em regime fechado e 3.300 em regime semiaberto. Os projetos serão entregues à gestão privada por 30 anos e exigem um investimento total de US$ 375 milhões. O edital deve ser divulgado em abril.

Segundo o vice-governador Guilherme Afif Domingos, o modelo, ainda inédito no Estado, "é o modelo que temos de seguir". Ainda que seja novidade para os paulistas, lembrou Afif, os presídios com gestão privada já foram apresentados em Minas Gerais - Estado também governado pelo PSDB.

Outro projeto é a construção de quatro novos hospitais estaduais - São José dos Campos e Sorocaba, além do Hospital de Especialidades da Mulher que será parte do complexo Perola Byngton e o Hospital dos Ouvidos e Olhos que será parte do Hospital das Clínicas, ambos na capital. Ao todo, serão 700 novos leitos que consumirão cerca de US$ 300 milhões. Nesse caso, os sócios serão responsáveis pela construção, manutenção e operação não-médica.

Há, ainda, um projeto de US$ 750 milhões para implantação de um sistema de equipamentos digitais para atender 3,3 milhões de estudantes e 163 mil professores da rede estadual de educação.

E outro empreendimento é o Pátio Veicular Integral, que pretende criar um sistema para remoção, depósito, guarda e destinação de veículos no Estado, além de promover a modernização do sistema paulista de fiscalização de trânsito. Nesse caso, o projeto tem investimento de US$ 550 milhões.

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