Mercado abrirá em 3 h 49 min
  • BOVESPA

    109.786,30
    +2.407,38 (+2,24%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.736,48
    +469,28 (+1,11%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,35
    +0,44 (+0,98%)
     
  • OURO

    1.808,50
    +3,90 (+0,22%)
     
  • BTC-USD

    19.021,21
    +167,23 (+0,89%)
     
  • CMC Crypto 200

    377,74
    +7,99 (+2,16%)
     
  • S&P500

    3.635,41
    +57,82 (+1,62%)
     
  • DOW JONES

    30.046,24
    +454,97 (+1,54%)
     
  • FTSE

    6.432,17
    0,00 (0,00%)
     
  • HANG SENG

    26.646,39
    +58,19 (+0,22%)
     
  • NIKKEI

    26.296,86
    +131,27 (+0,50%)
     
  • NASDAQ

    12.120,25
    +44,25 (+0,37%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4093
    +0,0124 (+0,19%)
     

Governo de São Paulo cria mais seis centros de testagem da vacina chinesa CoronaVac e quer chegar a 13 mil voluntários

Extra
·3 minuto de leitura

Após uma semana em que a CoronaVac ficou no centro de uma polêmica envolvendo o governo federal, o governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (23) que irá ampliar a rede de centros de testagem do imunizante fabricado pelo laboratório chinês Sinovac. O objetivo é aumentar o número de voluntários nos ensaios clínicos da vacina candidata contra a Covid-19 para 13 mil.

De acordo com o governo paulista, especialistas do Instituto de Infectologia Emílio Ribas supervisionarão os novos centros. Os estudos serão executados em quatro hospitais da periferia da capital. Outros dois ficarão na região do ABC, que já tem a Universidade Municipal de São Caetano do Sul como local de testagem. Ainda segundo o governo, “até agora, 9.039 pessoas participam dos estudos clínicos em sete estados. Com os novos centros, os estudos clínicos serão ampliados para 13 mil voluntários em 22 locais de pesquisa”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou nesta sexta-feira a importação de seis milhões de doses da vacina CoronaVac, testada em parceria do Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac. A medida ocorreu um dia depois de o instituto reclamar de demora do órgão em decisões sobre o tema e no fim de uma semana na qual o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo federal não comprará este imunizante. E, como a disputa política já foi judicializada, o Supremo Tribunal Federal vai debater em plenário ações sobre a aquisição de imunizantes e a obrigatoriedade da vacinação.

A decisão da Anvisa foi tomada por unanimidade. O processo foi relatado pelo diretor-presidente da agência, Antonio Barras Torres. Ele ressaltou em seu voto que a gerência responsável pelo tema na Anvisa afirmou que “não vislumbra risco na autorização excepcional de importação, considerando o compromisso assumido pelo Butantan de somente utilizar o produto em caso de deferimento do registro por parte da Anvisa”. Ou seja, a liberação não significa ainda autorização para o uso da vacina. De acordo com a Anvisa, “dada a situação de emergência, caso o registro seja aprovado, a medida poderia agilizar a disponibilização da vacina à população”.

Na véspera, o Butantan, ligado ao governo de São Paulo, reclamou de haver demora em decisões da agência. O instituto comemorou a liberação, em nota, afirmando tratar-se do “primeiro passo” para a disponibilização do imunizante que será aplicado após a aprovação e registro da Anvisa, que serão requeridos ao fim dos estudos clínicos de segurança e eficácia da vacina.

A autorização, porém, não tem relação com o pedido de liberação para importação de insumos para fabricação da vacina no Brasil, também solicitada pelo Butantan.

Além da importação da vacina, o acordo assinado pelo Butantan com a Sinovac prevê a produção de outras 40 milhões de doses até dezembro, na fábrica do instituto em São Paulo, com insumos importados do laboratório chinês. Para este pedido, ainda não houve autorização da Anvisa. Em nota, a agência disse que encontrou “discrepâncias” no pedido do Butantan.

Nesta sexta-feira, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi a São Paulo se reunir com o governador João Doria (PSDB) e fez apelo pelo restabelecimento das negociações para compra da CoronaVac pelo Ministério da Saúde:

— Espero que o entrevero desta semana possa servir para construir uma solução nas próximas semanas. Pode contar com a Câmara para que a gente restabeleça o diálogo.