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Governo do RJ afirma ao STF que ação que deixou 28 mortos no Jacarezinho não violou decisão da corte

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo do Rio de Janeiro afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a ação no Jacarezinho que deixou 28 mortos não violou a decisão da corte que restringiu as operações policiais nas favelas do RJ a "hipóteses absolutamente excepcionais".

A Procuradoria Geral do estado, que faz a defesa judicial do Executivo fluminense, disse ao tribunal que a motivação da ação foi a "proteção da vida, liberdade e dignidade" de crianças e adolescentes que vivem no local.

Segundo o governo local, a prova de que não houve desrespeito à decisão do STF é o fato de o PSB, autor da ação, ter apresentado recurso ao julgamento do ano passado em que pede para o tribunal esclarecer o alcance das situações excepcionais em que podem ser realizadas as operações.

"Ora, se a própria arguente reconhece a necessidade de dar concretude ao critério de excepcionalidade, descabe falar em descumprimento de ordem judicial, cometimento de crime de desobediência ou prática de ato de improbidade antes disso", diz a peça.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, marcou para o próximo dia 21 a análise dos embargos de declaração em que o partido socialista pede para o Supremo esclarecer o alcance da decisão tomada no ano passado.

O Executivo fluminense também afirma que a decisão do STF de restringir as ações policias teve como objetivo proteger crianças e adolescentes e que até entidades que defendem essas bandeiras pediram para ingressar como amicus curiae (amigo da corte) no processo.

"Veja-se que, na última operação policial, ocorrida na comunidade do Jacarezinho, a motivação para a mesma era a proteção da vida, liberdade e dignidade de menores, em respeito ao preceito constitucional que estabelece a absoluta prioridade dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, tal como previsto no artigo 227 da CF", diz.

O governo estadual cita que traficantes têm aliciado menores nas favelas e que a atuação da polícia é necessária nessas regiões.

"Vale aqui reproduzir a manifestação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, do qual consta que reportagens jornalísticas evidenciam 'a cooptação de crianças e adolescentes para o pernicioso tráfico de drogas'".

Os registros de ocorrência das mortes na operação do Jacarezinho revelados pelo jornal Folha de S.Paulo indicam que a Polícia Civil descumpriu a determinação do STF de evitar a remoção de vítimas das ações policiais.

Os documentos e registros dos hospitais sugerem que 25 das 27 vítimas de policiais foram retirados pelos próprios agentes do local das mortes. Em apenas uma ocorrência, com duas mortes, há referência a remoção de cadáveres pela Defesa Civil --embora o boletim de ocorrência mencione socorro no hospital.

A medida contraria determinação expressa do STF sobre formas de atuação em operações policiais no Rio de Janeiro. O Plenário da Corte decidiu no ano passado que o Estado deveria orientar seus agentes a "evitar a remoção indevida de cadáveres sob o pretexto de suposta prestação de socorro".

A medida foi determinada para que fossem preservados todos os vestígios das ocorrências nas operações.

Em junho do ano passado, Fachin restringiu a possibilidade de as polícias do RJ de realizarem operações nas favelas durante a pandemia da Covid-19 a situações excepcionais e previu uma série de critérios para a atuação policial, como a questão da remoção dos corpos. Um mês depois, por 9 votos a 2, o plenário do Supremo referendou a decisão de Fachin.