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Governo do Rio analisa há seis meses pedido de expansão de leitos de Covid, feito dias antes da maior fila por UTIs no estado

·4 minuto de leitura

RIO — Um pedido feito pela prefeitura do Rio no início de março de 2021 para que o governo do estado transformasse o Instituto do Cérebro Paulo Niemeyer em um hospital para tratar a Covid-19 não foi respondido e ainda está sendo analisado pela Secretaria Estadual de Saúde. O ofício citava que a unidade foi transformada como referência para o tratamento do coronavírus na primeira onda da doença e a prefeitura já percebia "o aumento na taxa de ocupação de leitos". O documento foi enviado 24 dias antes do estado do Rio registrar a maior fila por um leito de UTI de toda a pandemia: 710 pessoas em 28 de março.

Enviado há mais de seis meses, o ofício da prefeitura foi analisado novamente no fim da tarde desta quinta-feira por Silvia Carvalho, superintendente de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde. Nele, em um cenário de vacinação avançada, ela relata que o atual momento da doença apresenta redução do número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e uma queda das taxas de ocupação de UTI. Silvia Carvalho respondeu a demanda nesta quinta-feira após ser instigada no início de agosto pela Superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental.

"Cabe informar que o atual cenário epidemiológico apresenta redução do número de internações por SRAG e taxa de ocupação de UTI abaixo de 70% mantida a mais de 10 semanas", escreveu a superintendente em sua análise.

Também nesta quinta-feira, com o avanço da vacinação, a cidade Rio atingiu um dos menores números de pessoas internadas na rede pública.

O processo no Sistema Eletrônico de Informações do Governo do Rio mostra que o ofício começou a tramitar no dia cinco de março. Houve tramitações até o dia 18 daquele mês, com um parecer desfavorável para transformar o Instituto do Cérebro em uma unidade Covid, mas não houve uma resposta final.

"Desta forma, segue o presente, em prosseguimento, a fim de que essa Superintendência apresente, até às 16h do dia 16/03/2021, manifestação técnica dessa Superintendência, avaliando a necessidade ou não de ampliação das Unidades de referência para atendimento aos pacientes diagnosticados com a COVID-19, com base nos dados epidemiológicos atualizados, com posterior encaminhamento, a fim de que possamos dar atendimento integral à demanda apresentada, no prazo inicialmente concedido", pediu uma assessora técnica no dia 12 de março.

A justificativa do posicionamento contrário da transformação do Instituto do Cérebro foi que a unidade é especializada e única para o serviço público de neurocirurgia, além de não haver até o momento a suspensão das cirurgias eletivas. Na época, 76% dos leitos estavam ocupados e havia reservas programadas para quem aguardava na fila de regulação.

Desde o parecer contrário o processo então ficou parado por mais de três meses e voltou a tramitar na SES no fim de junho, quando o cenário epidemiológico já era diferente. Na ocasião ainda houve um pedido que outra subsecretaria respondesse à demanda “o mais breve possível”, mesmo após mais de três meses do pedido e já com outro cenário da pandemia no Rio. Desde então o processo já passou pela Assessoria de Relações Institucionais, pelo Subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde e pela Superintendente Estadual de Regulação e ainda não consta no SEI um posicionamento oficial.

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde não respondeu até a publicação desta reportagem.

Em março, o Rio bateu todos os recordes negativos de fila de espera por um leito para tratar pacientes com coronavírus e de internação. Diariamente, próximo ao início de abril, o estado acumulava diariamente as piores marcas de toda a pandemia. Com a chegada da terceira onda da Covid-19 no estado, o governo do Rio foi criticado por especialistas por não adotar medidas restritivas de circulação, ao contrário do que fizeram as cidades do Rio e Niterói em conjunto. Na ocasião o governador Claudio Castro criou um recesso de 10 dias.

O Governo do Estado também não conseguiu abrir todos os leitos que havia prometido no início da terceira onda. Para o Hospital Modular de Nova Iguaçu, por exemplo, havia uma expectativa de 300 vagas, mas até o meio de abril menos da metade estavam funcionando.

Em meio ao aumento de casos de pessoas graves os hospitais ainda passaram por um momento de escassez do "kit intubação", medicamentos necessários para manter pacientes nos respiradores. Na época, o governo do Rio chegou ao Ministério da Saúde a doação de equipamentos e medicamentos.

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