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Governo quer trocar direção da Petrobras para segurar preço dos combustíveis

Bolsonaro estaria querendo uma troca de liderança na Petrobras para manter baixo o preço dos combustíveis
Bolsonaro estaria querendo uma troca de liderança na Petrobras para manter baixo o preço dos combustíveis
  • Esteves Colnago é o nome cotado para assumir a estatal e manter os preços baixos;

  • Preço da gasolina e do diesel estariam defasados em 8% e 3%, afirmam analistas;

  • Petrobras pagou os dividendos mais altos das empresas de petróleo no último trimestre.

Recém chegado à direção da Petrobras, Caio Paes de Andrade, já está na mira de Bolsonaro, que não quer ver novos aumentos no preço dos combustíveis até o segundo turno das eleições presidenciais, conforme apurado pelo colunista Valdo Cruz.

Segundo a política de preços da estatal, os produtos derivados de petróleo devem ser vendidos com base no preço cotado, em dólar, no mercado internacional. A prática viu o pagamento recorde de dividendos para os acionistas da estatal, especialmente os investidores estrangeiros. Agora, contudo, a política de alto preço dos combustíveis incomoda o presidente Bolsonaro, que vê sua popularidade baixar, após ficar em segundo lugar no primeiro turno das eleições.

Acontece que segundo analistas do mercado, o valor da gasolina e do diesel estão defasados em 8% e 3%, respectivamente, ao mercado internacional. Para corrigir isso, a Petrobras estaria planejando um novo aumento no preço de venda para as distribuidoras, o que prejudicaria ainda mais a imagem de Jair.

Por conta disso, Bolsonaro estaria querendo mudar a direção da estatal, substituindo Caio Paes de Andrade por Esteves Colnago, atual secretário especial do Tesouro e Orçamento. Além disso, também estariam marcados para sair do comando da empresa os diretores de Finanças e Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araujo Alves; e de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella.

Segundo fontes, há uma "invasão de governança" acontecendo dentro da empresa. Uma teria afirmado inclusive que a troca de diretores "já está em andamento".

O processo de nomeação, no entanto, não é tão simples, devendo acontecer a partir de uma lista tríplice e ser aceito pelo Conselho Administrativo. Os procedimentos, entretanto, não foram impedimentos para que o governo nomeasse diretores sem experiência no setor antes, infringindo a Lei das Estatais estabelecida no governo Temer.

De acordo com as fontes internas, o corpo técnico da Petrobras resiste em diminuir mais os preços sem que haja indicadores econômicos próprios, como preço do dólar ou cotação internacional, visto que podem ser responsabilizados juridicamente pelos acionistas.