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Governo quer emprestar até R$ 1 mil a beneficiários do Bolsa Família

Colaboradores Yahoo Notícias
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BRASILIA, BRAZIL - MARCH 27: (R) Pedro Guimarães, president of the federal bank Caixa Economica Federal, and President of Brazil Jair Bolsonaro (L), talks in the press conference about credit for entrepreneurs to guarantee wages during coronavirus (COVID - 19) pandemic at the Planalto Palace on March, 27, 2020 in Brasilia, Brazil. Brazil has 3,027 confirmed cases Coronavirus (COVID-19) and 77 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

O governo Bolsonaro estuda emprestar de R$ 500 a R$ 1.000 a beneficiários do Bolsa Família, como alternativa para o fim do auxílio emergencial, criado para socorrer quem perdeu renda em função da pandemia de coronavírus.

Segundo o portal UOL, o empréstimo funcionaria como um programa de microcrédito, porém não ficou definido se os recursos sairão dos cofres da União ou da Caixa Econômica Federal.

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O presidente do banco estatal, Pedro Guimarães, já declarou que pretende transformar o Caixa Tem em um banco digital que ofereceria aos correntistas o microcrédito com empréstimos de até R$ 1.000.

Caso o dinheiro saia do governo, a hipótese mais provável é a criação de um fundo similar ao Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

A equipe econômica avalia se o risco de crédito das operações será 100% do provável fundo ou se será dividido com a Caixa. Técnicos têm alertado ao ministro da Cidadania, Onyx Lorezoni, responsável pelo Bolsa Família, que a medida precisa ser pensada com muito cuidado para que o microcrédito não seja usado apenas para consumo imediato.

“Se todos os beneficiários do Bolsa Família receberem esse crédito automaticamente, sem ter acesso aos cursos de educação financeira e aos conceitos do microcrédito, isso se torna um crédito direto ao consumidor. E isso leva a uma inadimplência maior. Essa é uma modalidade de crédito consciente”, disse o ministro.

Segundo dados do BC (Banco Central), a taxa de calotes do microcrédito é baixa e chegou a 2,4% em outubro. A taxa é inferior a inadimplência geral do crédito para pessoa física, que chegou a 3,1% no mesmo mês. Já a taxa para o crédito pessoal chegou a 5,7%, na mesma base de comparação.