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Governo precisa ser claro para engajar povo contra crise elétrica, diz Abraceel

·2 minuto de leitura
Linhas de transmissão de energia em Diadema (SP)

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo precisa explicar com clareza e celeridade à população como funcionará o programa de redução voluntária de demanda elétrica com foco em consumidores residenciais, para lidar com a crise hidrelétrica, ou não terá sucesso, afirmou à Reuters o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Nesta semana, o governo anunciou durante coletiva de imprensa sobre o tema que lançará em setembro um programa que visa premiar aqueles consumidores de energia do mercado regulado que conseguirem reduzir a demanda por eletricidade. No entanto, não ofereceu detalhes.

No mercado regulado, pequenas e médias empresas e consumidores residenciais adquirem eletricidade junto a distribuidoras.

Em conversa por telefone, o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, disse que o governo precisa explicar à população de onde virão os recursos para bonificação, como eles serão pagos e, o mais importante, quais as medidas eficazes que a população pode tomar para reduzir o consumo.

"O sucesso de um programa de redução da demanda tem a ver com a comunicação e as pessoas só vão colaborar se tiverem clareza de quais as medidas têm que tomar para reduzir o consumo", disse Medeiros.

"O governo não explicou à população como vai funcionar... É preciso que a população entenda quais são as medidas... Se não houver uma comunicação clara, dificilmente a sociedade irá aderir ao programa."

"O sucesso do racionamento de 2001 foi estabelecimento de regras claras, objetivas e de fácil compreensão e operacionalização."

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu imediatamente a pedido de comentários.

A Abraceel representa empresas de comercialização de energia, que operam com compra e venda de contratos de suprimento e atendem consumidores no mercado livre, ambiente em que grandes indústrias e centros comerciais podem negociar diretamente contratos de suprimento.

O governo já tem um programa em estágio avançado de elaboração para redução voluntária de consumo no mercado livre.

Nesse ambiente, os consumidores inclusive já contam com mecanismos naturais que permitiriam reduzir o consumo e obter vantagens. Com o programa do governo, terão novos estímulos, mas em um momento em que a indústria está em recuperação após ser abalada pela pandemia de Covid-19.

"Grandes consumidores já têm bastante informação. Os menores, não", afirmou.

A Abraceel defende o direito da livre escolha do fornecedor de energia elétrica, a chamada portabilidade da conta de luz, e de gás natural pelos consumidores. Foi fundada no ano 2000 e atualmente conta com mais de 100 empresas associadas, que comercializam 85% do volume de energia elétrica do segmento.

(Por Marta Nogueira)

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