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Governo oficializa saída de Mansueto no Tesouro um mês após anúncio

DANIEL CARVALHO
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um mês após Mansueto Almeida anunciar que deixaria o governo Jair Bolsonaro, o "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (15) traz a sua exoneração do cargo de secretário do Tesouro Nacional, bem como a nomeação de Bruno Funchal para o posto. Em 14 de junho, Mansueto disse que desde o final de 2019 já pensava em deixar as funções públicas. Adiou sua saída, porém, por causa da crise do coronavírus. "Eu já vinha conversando com o ministro Paulo Guedes [Economia] e há algumas semanas disse que anunciaria minha saída no final de junho, mas a informação vazou e tenho que antecipar o anúncio", disse ao jornal Folha de S.Paulo há um mês, alegando que precisava descansar. À época, o agora ex-secretário do Tesouro disse que sairia em agosto porque faria uma transição coordenada. Mansueto Facundo de Almeida Junior integrava a equipe econômica desde 2016, na gestão Michel Temer (2016-2018), e seguiu na administração Bolsonaro. "Não aguento ficar até o final do governo porque eu preciso descansar", disse em junho. O secretário comandava o Tesouro desde abril de 2018. Assumiu a função no último ano do governo Temer. Antes, foi secretário de Acompanhamento Econômico e de Acompanhamento Fiscal do então Ministério da Fazenda, na gestão Henrique Meirelles (2016-2018). No ano passado, diante de rumores de que deixaria a função, Mansueto afirmou que estava decidido a permanecer no cargo e que era normal que houvesse embates técnicos no ministério. Na época, ele disse que o ministro sugeriu sua transferência para o Conselho Fiscal da República, órgão que seria criado com a aprovação das propostas do pacto federativo. Mas afirmou que só se interessaria pelo conselho fiscal se pudesse acumular os dois cargos. No final do ano, Guedes afirmou que o Tesouro Nacional deveria passar por uma troca no comando e que Mansueto deveria acumular o cargo com a liderança do Conselho Fiscal da República e, depois, "decolar". Também há um mês, Guedes anunciou que havia escolhido Bruno Funchal, diretor de programa do Ministério da Economia, como o novo secretário do Tesouro Nacional. Ex-secretário de Fazenda do Espírito Santo, Funchal ganhou destaque dentro do governo nos assuntos federativos e atuou nas negociações para calibrar o pacote de socorro financeiro aos estados e municípios, que gerou atritos entre o Congresso e o Ministério da Economia. A previsão era que ele assumisse o posto em 31 de julho. A indicação é vista internamente como uma sinalização do ministro Paulo Guedes de disposição para ampliar o diálogo com o Congresso nas pautas econômicas. e reforçar a necessidade de ajuste fiscal. Por ser um quadro da pasta, Funchal já está familiarizado com as ações defendidas por Guedes. Como diretor de programa na secretaria especial de Fazenda, ele participou da elaboração do Plano Mais Brasil, conjunto de medidas anunciadas por Guedes em novembro do ano passado para ajustar as contas públicas. Funchal tem 41 anos, é doutor em Economia pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e tem pós-doutorado pelo IMPA (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada). Em 2017 e 2018, foi secretário de Fazenda do Espírito Santo, durante o governo de Paulo Hartung. A gestão foi reconhecida pela austeridade fiscal e adoção de medidas de ajuste das contas estaduais. Em avaliação feita pelo Tesouro para classificar a capacidade dos estados de honrarem seus compromissos financeiros, o Espírito Santo é o único ente com nota máxima.