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Governo Maduro acusa diretor do Banco Mundial de favorecer ConocoPhillips contra Citgo

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, em pronunciamento no palácio presidencial

O governo de Nicolás Maduro acusou nesta quinta-feira o diretor do Banco Mundial (BM), David Malpass, de favorecer a multinacional energética americana ConocoPhillips em queixas na Justiça contra a Citgo, filial da petroleira estatal venezuelana PDVSA nos Estados Unidos.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que Malpass, subsecretário de Assuntos Internacionais do Departamento do Tesouro americano entre 2017 e 2019, atua "em conivência" com representantes do líder opositor Juan Guaidó para favorecer a ConocoPhillips, credora da Citgo. Washington entregou o controle da filial da PDVSA em Houston a Guaidó, que reconhece como presidente encarregado da Venezuela.

"É necessário abrir uma investigação contra o BM, que agiu em conluio com esse usurpador para manter a Citgo e entregá-la à ConocoPhillips", afirmou Delcy, referindo-se ao advogado José Ignacio Hernández, nomeado como procurador por Guaidó. "Os tribunais dos Estados Unidos terão que ver que tipos de crime foram cometidos."

A ConocoPhillips pediu à Justiça americana que ações da Citgo sejam usadas para pagar uma dívida de 2 bilhões de dólares mais juros, após a nacionalização de ativos na Venezuela em 2007. Outras empresas também exigem o confisco de ações da Citgo para ressarcir dívidas, como a mineradora canadense Crystallex, que reclama 1,4 bilhão de dólares pela nacionalização de uma mina em 2008 no país caribenho.

"Há uma fila de credores para a Citgo e o que Henández busca com o diretor do Banco Mundial é favorecer a Conoco em relação às dívidas da Citgo (...), com a ajuda da Secretaria do Tesouro", expressou Delcy.