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Governo de Israel aprova orçamento após três anos de bloqueio

·2 minuto de leitura
O governo israelense aprovou um orçamento estatal pela primeira vez em três anos

O governo israelense aprovou, nesta segunda-feira (2), um orçamento público pela primeira vez em três anos, após uma crise política que provocou a convocação de quatro eleições.

"Finalmente, Israel tem um orçamento. Depois de três anos de bloqueio, Israel volta a trabalhar", afirmou o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, após a votação de seu governo de coalizão nesta segunda.

"O orçamento do Estado para 2021 será de 432,5 bilhões de shekels (134 bilhões de dólares) e de 452 bilhões de shekels para 2022" (140 bilhões de dólares)", afirmou o Ministério das Finanças em um comunicado.

Devido a uma longa crise política, que resultou na organização de quatro eleições, desde 2018 o país não tinha orçamento.

Nas próximas semanas, o orçamento, aprovado pelo novo governo de coalizão no poder, deve ser submetido a uma votação no Parlamento, a Kneset, onde terá que obter o apoio da maioria de pelo menos 61 deputados para, enfim, entrar em vigor.

Se não for aprovado, a Kneset será dissolvida, e novas eleições parlamentares serão convocadas em um prazo de 90 dias.

Em dezembro, a Kneset foi dissolvida pela divergência dos deputados, o que provocou a quarta eleição em dois anos.

Desde então, Israel formou um novo governo, encabeçado pelo líder da direita nacionalista Naftali Bennett. O novo premiê uniu forças com o centrista Yair Lapid em uma coalizão que acabou com os 12 anos de governo ininterrupto de Benjamin Netanyahu.

Esta aliança heterogênea, que oscila entre a direita e a esquerda, e que inclui o apoio de um partido árabe, é composta por 61 deputados, o limite da maioria na Kneset (120 deputados no total).

De acordo com Bennett, o orçamento inclui investimentos importantes em educação, defesa, meio ambiente, transporte público e alta tecnologia.

Benjamin Netanyahu, que agora é líder da oposição, criticou o governo por "elevar os impostos para dar 50 bilhões de shekels a Mansour Abbas", líder do grupo de coalizão árabe Raam.

"Deveriam reduzir os impostos ao invés de aumentá-los", afirmou o ex-primeiro-ministro em uma entrevista coletiva em Jerusalém.

Ao mesmo tempo, David Elhayani, presidente da principal organização que representa os colonos da Cisjordânia, celebrou o aumento do orçamento destinado aos assentamentos neste território palestino ocupado por Israel desde 1967.

alv/gl/awa/pc/zm/fp/tt

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