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Governo indica secretário de Minas e Energia para o comando da Eletrobras

JULIO WIZIACK E NICOLA PAMPLONA
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF, RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governo indicou o atual secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia, Rodrigo Limp Nascimento, para presidente da Eletrobras. Em resposta, um dos conselheiros independentes da estatal dediciu renunciar ao cargo. Formado pela Universidade de Brasília, Limp é um técnico respeitado no setor de energia. Sua experiência foi acumulada ao longo de nove anos como técnico da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele substituirá Wilson Ferreira Junior, que presidia a estatal desde o governo Michel Temer mas pediu para deixar o cargo depois de ser convidado a assumir o comando da BR Distriuidora, em janeiro. Pessoas que participaram das discussões afirmam que a indicação foi do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que pretendia ter uma “solução caseira” para garantir o processo de capitalização da Eletrobras —que patina no Congresso desde a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). Desde a renúncia de Ferreira Junior, porém, a Eletrobras vinha buscando um substituto no mercado com apoio da consultoria Korn Ferry. Em entrevista na segunda (22), o ex-presidente da empresa disse em entrevista que alguns nomes já haviam sido escolhidos e entrevistados. Após o anúncio da nomeação de Limp, o conselheiro de administração Mauro Cunha, que tem participação ativa em organizações de governança corporativa, anúnciou sua renúncia, reclamando de "quebra irremediável de confiança no processo de governança deste conselho". Em carta divulgada pela Eletrobras, ele diz que votou contra a indicação de Limp e que o nome preferido do governo foi questionado também por consultoria independente contratada pela empresa para buscar um novo presidente. "Faço votos para que as sementes de governança plantadas persistam e voltem a florescer, levando a Eletrobras a novos voos para cumprir seu propósito de dar energia para o desenvolvimento sustentável da nossa sociedade", concluiu. Cunha ocupava uma das cadeiras reservadas ao acionista controlador, isto é, ao governo. Seria reconduzido ao cargo em assembleia marcada para o dia 24 de abril, mas ao renunciar disse que também abre mão da recondução. O governo ainda não anunciou um sucessor. Em nota, o Ministério de Minas e Energia disse que a indicação de Limp "reafirma o compromisso do governo na continuidade das ações visando ao aumento da eficiência operacional e ao aprimoramento da estratégia de sustentabilidade da Eletrobras, observando que o processo de capitalização, em tramitação no Congresso Nacional, é essencial para a empresa se torne mais forte e competitiva". Esta semana, o conselho do PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) aprovou a inclusão da Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização. No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia enviado ao Congresso medida provisória para acelerar o processo. A ideia é promover uma capitalização da empresa, com a venda de novas ações no mercado, sem que o governo participe da operação. Assim, a participação estatal será diluída para uma fatia menor do que a necessária para exercer o controle. A expectativa do governo é arrecadar R$ 25 bilhões nesse processo, além de injetar outros R$ 25 bilhões na CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), reduzindo a pressão sobre as contas de luz. Para acelerar o processo, o presidente Bolsonaro concordou em liberar, deste montante, R$ 8,7 bilhões em obras hídricas em redutos eleitorais. Limp tem a missão de dar prosseguimento à gestão de seu antecessor, elogiada pelo mercado financeiro por ter enxugado a estatal. Em cinco anos, a estatal vendeu ativos, reduziu seu endividamento e cortou o quadro de funcionários a menos da metade. Em sua carta de renúncia, Cunha disse que, com apoio da "comunidade Eletrobras" à gestão dos últimos anos "logrou recuperar uma das empresas estatais mais dilapidadas em anos passados, num trabalho que sem dúvida irá para a história". O projeto de privatização, porém, continua enfrentando obstáculos no Congresso: neste momento, o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), relator do processo, avisou ao governo que pretende modificar completamente o modelo de venda de controle. Em vez de capitalização, o deputado prefere que a estatal venda suas subsidiárias.