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Governo indica secretário de Energia Rodrigo Limp à chefia da Eletrobras

Luciano Costa
·2 minuto de leitura
Logo da Eletrobras em painel na bolsa de Nova York, onde empresa tem ações negociadas

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro indicou o atual secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Rodrigo Limp, para assumir a presidência da estatal Eletrobras, informou a pasta em comunicado na madrugada desta quinta-feira.

Limp, que também é ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), substituirá Elvira Presta, que assumiu interinamente neste mês o comando da maior elétrica da América Latina.

As mudanças no comando da Eletrobras ocorrem após o ex-presidente da companhia Wilson Ferreira, que assumiu o cargo em 2016, ter renunciado ao posto devido a um convite para liderar a BR Distribuidora.

Ferreira divulgou a renúncia em janeiro, e depois atribuiu o movimento a uma falta de "tração" nos planos do governo para privatização da Eletrobras.

O ex-CEO, no entanto, seguiu com posição no conselho de administração.

Limp foi indicado também para uma vaga no conselho da Eletrobras. Assim como na Petrobras, o estatuto da companhia prevê que o CEO deve ser um dos conselheiros.

O Ministério de Minas e Energia disse que a indicação de Limp "reafirma o compromisso do governo na continuidade das ações visando ao aumento da eficiência operacional e ao aprimoramento da estratégia de sustentabilidade da Eletrobras".

A pasta também destacou a continuidade do processo para privatização da companhia, atualmente em discussão junto ao Congresso.

SEM RECOMENDAÇÃO

A Eletrobras admitiu em comunicado que Limp foi indicado pelo governo, não sendo selecionado pela assessoria Korn&Ferry, contratada pela companhia para assessorar o processo de escolha de um novo CEO.

A companhia destacou, no entanto, que ele foi "avaliado e recomendado" por um comitê interno de pessoas e "entrevistado e aprovado, por maioria, pelo conselho de administração".

Um dos conselheiros da Eletrobras, no entanto, decidiu deixar o cargo, ao apontar que Limp não foi recomendado ao cargo de presidente pela assessoria contratada pela estatal.

O conselheiro Mauro Gentile Cunha, que havia sido indicado pelo governo, disse que isso gerou "quebra irremediável de confiança" no processo de nomeação.

A indicação de Limp, por outro lado, foi apontada como bem avaliada pela corretora XP em nota a clientes nesta quinta-feira.

No radar dos analistas estão os impactos do novo CEO em discussões em andamento com o Congresso sobre proposta do governo para privatização da Eletrobras.

"A escolha foi elogiada por deputados com conhecimento do setor com quem conversamos nesta manhã. O nome alia capacidade técnica com trânsito político. Limp é consultor legislativo da Câmara dos Deputados, respeitado por parlamentares e com conhecimento sobre o funcionamento da Casa", escreveu a XP.

Limp foi diretor da Aneel de maio de 2018 a março de 2020. Ele é formado em direito e engenharia elétrica e tem MBA Executivo Gestão em Empresa de Energia Elétrica, além de mestrado em Economia do Setor Público e pós-graduação em Direito Regulatório.