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Governo gastou R$ 84 mil em churrascarias durante a pandemia

·2 min de leitura
  • Pagas no cartão corporativo, foram ao todo 252 refeições em todo Brasil

  • Enquanto isso, preço da carne teve alta de 31% só nos últimos 12 meses

  • Ministério da Defesa foi responsável por 99,1% de todos esses gastos

Em apuração do jornal Metrópoles, revelou-se que em menos de dois anos de pandemia, o governo federal gastou R$ 84.054,83 dos cofres públicos em churrascarias por todo o Brasil. Ao todo foram 252 refeições pagas no cartão corporativo. Só o Ministério da Defesa, em especial o Exército, foi responsável por 99,1% dessa despesa. O restante, de R$ 764,08, foi utilizado pelo Ministério da Economia.

Os dados evidenciados batem de frente com a realidade do país, em que o aumento nos preços trouxe o país de volta ao mapa da fome, e muitos estão dependendo de ossos e restos de animais para sobreviver. Só a carne vermelha já registrou um aumento de 31% nos últimos 12 meses.

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Para Manoel Galdino, diretor-executivo da Transparência Brasil, a prioridade dos servidores deveria ser outra: "Temos pessoas passando fome. A prioridade número um do país deveria ser encontrar recursos para aliviar essa situação. Mas, na medida em que o governo não faz o que é necessário e identificamos gastos desse tipo, torna-se uma desigualdade, uma situação desrespeitosa para quem passa dificuldade.”

A transação mais alta ocorreu no dia 27 de novembro de 2020 e foi realizada por Rubinei dos Santos Silva. Na ocasião, o capitão-de-mar-e-guerra da Marinha fez um pagamento de R$ 4.683,40 na unidade da churrascaria Fogo de Chão em Brasília. Com este valor é possível pagar o rodízio para 28 pessoas no restaurante.

"Além da questão sanitária, de evitar lugares fechados, o governo tem a necessidade de economizar com gastos públicos. Não é ilegal, mas é uma questão ética, considerando a situação grave em que vive o país”, disse Galdino.

O Cartão de Pagamento do Governo Federal, ou cartão corporativo como é conhecido, deve ser usado para a compra de produtos e serviços com "necessidade em despacho fundamentado". Segundo o Portal da Transparência, lançado pela Controladoria Geral da União, na utilização do cartão corporativo “devem ser observados os mesmos princípios que regem a Administração Pública – legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, bem como o princípio da isonomia e da aquisição mais vantajosa.”

Em resposta ao Metrópoles, o Ministério da Defesa informou que não tem ingerência sobre os pagamentos de despesas das Forças Armadas. A Marinha e o Fogo de Chão não responderam até o fechamento da matéria.

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