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Governo francês exige respostas após venda de leite para bebês contaminado

Membros da Direção Geral de Competência, Consumo e Controle de Fraude revisam produtos lácteos para bebês em uma farmácia de Orleans, na França, em 11 de janeiro de 2018

O governo francês denunciou nesta quinta-feira (11) "disfunções significativas" e exigiu respostas depois de que vários supermercados venderam leite em pó para bebês da marca Lactalis, que devia ter sido retirado da venda por um risco de contaminação com salmonela.

Lactalis, um dos maiores fabricantes de produtos lácteos do mundo, anunciou em dezembro a retirada dos lotes de leite em pó e outros produtos para crianças elaborados em sua fábrica de Craon, no noroeste da França, suscetíveis de estar contaminados com a bactéria salmonela.

Mas vários varejistas admitiram nesta semana que continuaram vendendo esse produtos, apesar do apelo da Lactalis para retirá-los do mercado.

Houve "disfunções significativas na retirada" destes produtos, disse nesta quinta-feira o ministro da Agricultura, Stéphane Travert, que pediu que este caso seja esclarecido.

A rede de supermercados Carrefour admitiu ter vendido 434 garrafas de leite para bebês fabricadas pela Lactalis e produtos à base de cereais, o Système-U disse ter vendido 384 caixas de leite, o grupo Casino, 363 produtos, e o Auchan, 52.

O presidente francês, Emmanuel Macron, assegurou que as autoridades aplicarão "sanções" se for demonstrado que houve "práticas inaceitáveis".

O ministro da Economia, Bruno Le Maire, convocou reuniões para esta quinta e sexta-feiras com os representantes da grande distribuição e os diretores da Lactalis.

A salmonela pode causar intoxicações alimentares que podem provocar náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia, assim como infecções mais graves. O risco é maior para crianças e idosos.