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Governo federal diz que compra de “kit intubação” é responsabilidade dos estados e municípios

·3 minuto de leitura
Governo federal responsabilizou estados e municípios pela compra de insumos para intubar pacientes (Foto: Getty Images)
Governo federal responsabilizou estados e municípios pela compra de insumos para intubar pacientes (Foto: Getty Images)
  • Governo federal alega que compra de "kit intubação" é de estados e municípios

  • Wellington Dias, governador do Piauí, alertou que 18 estados tinham insumos suficientes para mais 20 dias

  • Em nota, Ministério da Saúde afirmou que monitora situação do SUS

Diversos estados brasileiros temem a falta de “kits intubação”, ou seja, insumos necessários para conseguir intubar pacientes. Segundo o governo Bolsonaro, a compra desses materiais é de responsabilidade “de Estados, Distrito Federal e municípios”.

Com o aumento de casos de covid-19, a demanda pelo “kit intubação” é maior. Os governadores temem o desabastecimento. No entanto, na manhã desta segunda-feira (22), a Secretaria Especial de Comunicação e o Ministério da Saúde divulgou uma nota se isentando da responsabilidade de compra.

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No entanto, segundo o documento, o governo federal está monitorando “de forma inovadora toda a rede SUS” desde setembro do último ano.

“Em relação aos medicamentos do chamado 'kit intubação' (IOT), cuja aquisição é de responsabilidade de Estados, Distrito Federal e municípios, o Ministério da Saúde, em reforço às ações das Unidades da Federação, monitora, de forma inovadora toda a rede SUS, semanalmente, desde setembro de 2020, a disponibilidade em todo território nacional e envia informações da indústria e de distribuidores para que estados possam realizar a requisição”, diz a nota.

Na última quinta-feira (18), Wellington Dias (PT), governador do Piauí, enviou um ofício ao presidente aviando que pelo menos 18 estados tinham 20 dias de cobertura do “kit intubação” completo. Dias é coordenador do tema da vacinação no Fórum Nacional dos Governadores.

Isentando-se da responsabilidade, o Ministério da Saúde alega que tem atuado “incansavelmente” em diferentes frentes para dar assistência aos estados e municípios.

Falta de oxigênio 

Após alerta da Procuradoria-Geral da República ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a possibilidade de desabastecimento de oxigênio medicinal nos estados de Rondônia e Acre, a pasta informou neste domingo que haverá uma operação juntamente com o Ministério da Defesa para atender os dois estados a partir de segunda-feira.

O Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (Giac), órgão da PGR responsável por acompanhar a pandemia, pediu na sexta-feira que a pasta tomasse providência porque a previsão era de desabastecimento do produto na quarta-feira, dia 24. A alta de internações por Covid-19 está provocando aumento da demanda de oxigênio.

De acordo com a resposta enviada ao Giac, serão distribuídos pelo governo 5,4 mil metros cúbicos dia de oxigênio. A entrega será feita inclusive nos fins de semana. O oxigênio será transportando em isotanques embarcados em aeronaves do Ministério da Defesa partindo de Manaus (AM) para os dois estados. O documento enviado ao órgão é assinado pelo assessor especial do Ministério da Saúde, Ridalto Fernandes.

São Paulo negocia oxigênio

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que que a Secretaria Estadual de Saúde está negociando contratos com fabricantes de oxigênio para fornecer o produto no estado e evitar o colapso dos hospitais em meio à explosão no número de internações de pacientes com o novo coronavírus.

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“O Governo de São Paulo, através da Secretaria de Saúde, está negociando com os maiores fabricantes de oxigênio do país novos contratos para garantir o fornecimento adicional de oxigênio aos hospitais estaduais de São Paulo. Nesta segunda-feira, às 9h, teremos nova reunião com empresas do setor”, informou Doria em seu perfil no Twitter.

A medida foi anunciada por Doria, segundo reportagem do portal UOL, depois que dez pacientes que estavam internados na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital, precisaram ser transferidos às pressas para outra unidade, em Itaquera, sob risco de falta de oxigênio.